Mãe Santíssima (Bittencourt Sampaio)

[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br

Desde os primórdios, a espiritualidade está presente em nossas vidas. Muitos foram os seguidores da Doutrina Espírita que nos antecederam.

Bittencourt Sampaio nasceu em Laranjeiras, então província de Sergipe, em 1º de fevereiro de 1834. Seu verdadeiro nome é Francisco Leite Bittencourt Sampaio. Foi advogado, poeta, jornalista, político e Espírita brasileiro.

Autor de diversas obras em prosa e verso, considerado por Silvio Romero e João Ribeiro o primeiro dos autores líricos brasileiros, logo depois de Gonçalves Dias.

Não se sabe quando ele aderiu ao Espiritismo, todavia este, certa vez, muito doente, foi consultado por um médium que o ajudou e indicou que lesse O livro dos Espíritos e o Evangelho segundo o Espiritismo.

Ficou atraído pela Doutrina Espírita.

Em 1873, fez parte da diretoria do Grupo Confúcio no Rio de Janeiro, e, em 1876, da Sociedade Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade.

Em 1880, Bittencourt e amigos fundaram o grupo Espírita Fraternidade, depois o Grupo Ismael e se integrou à Federação Espírita Brasileira.

Toda a sua vida foi uma dedicação ao Espiritismo, que no livro Transição, é apresentado como embaixador por Ismael, guia espiritual do Brasil.

A poesia que trago para o nosso espaço é de Bittencourt Sampaio. Ela reflete o momento difícil por que estamos passando. A sabedoria está longe demais e a ignorância, muito perto.

Sem fraternidade, muitos se entregam às guerras, há falta de entendimento das lições do Cristo. O planeta de Regeneração deve começar dentro de nós. Enquanto esperamos essa mudança, resta-nos suplicar à Mãe Santíssima que socorra os sofredores.

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Mãe Santíssima

Anjo dos bons e mãe dos pecadores,

Enquanto ruge o mal, senhora, enquanto reina a sombra da angústia sobre o teu manto,

Que agasalha e consola as nossas dores.

Nos caminhos do mundo, há treva e pranto

No infortúnio dos homens sofredores.

Volve à Terra ferida de amargores

O teu olhar imaculado e santo!

Ó Rainha dos Anjos, meiga e pura,

Estende tuas mãos à desventura

E ajuda-nos, ainda, Mãe Piedosa!

Conduze-nos às bênçãos do teu porto

Salva o mundo em guerra e desconforto,

Clareando-lhe a noite tormentosa…

(Poesia recebida por Francisco Cândido Xavier)

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Colaboração de Ricardo Ondir

2 comentários em “Mãe Santíssima (Bittencourt Sampaio)

  • 22 de agosto de 2025 em 12:14
    Permalink

    Creio kardec não é João Batista por ser este um espírito muito evoluído.

    Resposta
    • 22 de agosto de 2025 em 13:29
      Permalink

      Boa tarde, José Carlos
      O senhor gostou do artigo, mesmo tendo uma opinião diferente da minha (a qual respeito e muito)?
      Muito obrigado e desejo um feliz fim de semana.
      Fabio

      Resposta

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