Espírito de Verdade, quem seria ele?

Obra: Conheça o Espiritismo – Textos selecionados da Teoria e Prática da Doutrina Espírita
Autor: Fernando Louzada

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Segundo os evangelistas do Novo Testamento, Jesus confirma que o Espírito de Verdade é Ele mesmo, quando diz: Não vos deixarei órfãos. Voltarei para vós (João 14:18). Jesus se encontrava no ano 33 (trinta e três) da era cristã, quando fez a afirmativa acima citada. Somente após decorridos 1.823 anos (mais de dezoito séculos), a primeira vez que o Espírito de Verdade apareceu a Allan Kardec, foi no dia 24 de março de 1.856, quando o codificador estava escrevendo um texto sobre os Espíritos e suas manifestações, ouviu repetidas batidas na parede ao seu lado, cuja causa não encontrou. No dia seguinte era dia de sessão mediúnica na cada do Sr. Baudin, lá Kardec interroga o Espírito Z (Zéfiro) sobre a origem das batidas, obtendo como resposta que era seu Espírito Mentor, ao ser indagado o seu nome diz: Para ti, me chamarei A Verdade. O motivo era uma corrigenda no texto que Kardec estava escrevendo. Em outra ocasião o codificador faz a seguinte citação… Eis, a respeito, o que me dizia ainda ontem, antes da sessão, o meu guia espiritual: O Espírito de Verdade (RE 1861 p. 356). Segundo as afirmações de Kardec, reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessas do Cristo com respeito ao Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito de Verdade quem preside ao grande movimento de regeneração da humanidade, as palavras do Mestre de Nazaré, vieram confirmar que o Espiritismo é o grande Consolador prometido, e o Espírito de Verdade é Ele mesmo – Jesus Cristo.

Por que houve uma relativa demora para o advento da Terceira Revelação de Deus na Terra? O motivo foi o atraso espiritual vigente em nossa humanidade, por várias gerações. Para se avaliar a conduta humana naquela época, analisemos alguns fatos. No mesmo momento que Jesus transmitia seus ensinamentos evangélicos no templo de Jerusalém e nas Sinagogas da Judéia, buscando a reforma de conduta moral dos homens, exaltando a prática da fraternidade, da tolerância, do perdão e do amor ao próximo, em Roma, a Capital do poderoso império na Europa, os gladiadores se matavam no circo, e esse espetáculo era motivo de festa popular. Tirar a vida de um semelhante era diversão pública. A multidão até aplaudia delirantemente de pé, quando o ferido caia na arena, e quando convinha a seus interesses, a turba acenava com o polegar da mão direita para baixo, aquele era o sinal convencional, para que o derrotado não sobrevivesse, haviam apostado dinheiro em sua morte. Os homens naquele tempo, ignoravam um dos mandamentos fundamentais da LEI DIVINA, Não matarás! A humanidade na época não estava preparada para compreender e assimilar as verdades sobre a vida espiritual.

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