O homem que pedia socorro
Espaço Cultural e Poético
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br
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Creio que a maioria de nossos leitores já conhece o espírito de nossa homenageada de hoje, por intermédio das mensagens psicografadas pelo Chico Xavier em poesias declamadas por ele.
Maria Dolores nasceu na cidadede Bonfim de Feira da Bahia, no dia 10 de setembro de 1901, seu nome verdadeiro era: Maria de Carvalho Leite, mas ficou conhecida por Maria Dolores, a poetisa.
Formou-se professora, porque amava as criança, pois todas elas lhe davam alegrias e amor, assim se dedicava de corpo e alma aos pequeninos.
Conheceu seu marido, o italiano Carlos Larocca, na doutrina espírita em Salvador (Ba).
Foi uma trabalhadora voluntária da Legião a Boa Vontade. Nunca teve filhos biológicos, adotou seis meninas, como filhas amadas e queridas. Dedicou sua vida às filhas, ao trabalho e à espiritualidade.
Aos 56 anos, contraiu uma pneumonia, causando seu desencarne, anos depois, a poetisa começou a transmitir aos médiuns Francisco Candido Xavier e Divaldo Franco suas mensagens e suas poesias. Contribuiu com a antologia da Espiritualidade, para a FEB Editora, e outras obras.
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O homem que pedia socorro
Ao homem que pedia ao Céu socorro
Que o livrasse do tédio e da tristeza
O senhor permitiu que ele escutasse
Certas informações da Natureza
Disse-lhe um tronco enorme rente à estrada:
– Queres seguro amparo, meu amigo?
Pensa no Tempo… Aproveitando o tempo,
Ergui-me aos poucos por ditoso abrigo.
Não longe, uma roseira esclareceu:
Não te dês a caminhos tentadores,
Trabalhando sem pausa, dia a dia,
Posso abrir para a Terra o meu cofre de flores.
Consultada, uma fonte respondeu:
– O tempo vem de Deus, de segundo a segundo.
Devo seguir lavando pedra e lama.
A fim de resguardar o conforto do mundo.
A abelha comentou alegremente
Sem alterar as excursões sonoras:
Não existem angústia ou desalentos
Para quem descobriu a riqueza das horas.
O homem renovado, então, fitando os céus,
Gritou, ante os humildes cirineus:
O trabalho no Tempo é o tesouro da vida,
Agora compreendi…Obrigado, meu Deus!..
(Poesia recebida por Francisco Candido Xavier)
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Colaboração de Ricardo Ondir

