Gratidão (Amélia Rodrigues – Médium Divaldo P. Franco)
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br
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Hoje lhes trouxe um poema do espírito de Amélia Rodrigues, intuído ao médium e palestrante Divaldo P. Franco, o maior divulgador da doutrina espírita do nosso país e que se ouviu por quase todo o planeta Terra.
O poema Gratidão é longo e cada frase é um alerta e um aprendizado para nós.
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Gratidão
Obrigado, Senhor!
Muito obrigado pelo que me destes.
Muito obrigado pelo que me dás.
Obrigado pelo pão, pela vida, pelo ar, pela paz.
Muito obrigado pela beleza que os meus olhos veem no ar da natureza.
Olhos que fitam os céus, a terra e o mar
Que acompanham a ave ligeira que corre fagueira pelo céu de anil.
Muito obrigado, Senhor!
Porque eu posso ver meu amor.
Mas diante da minha visão eu detecto cegos guiando na escuridão
Que tropeçam na multidão
Que choram na solidão.
Por eles eu rogo a ti, imploro comiseração
Pois eu sei que depois desta vida, eles também enxergarão!
Muito obrigado, Senhor!
Pelos ouvidos meus que me foram dados por Deus.
Ouvidos que ouvem o tamborilar da chuva no telheiro
A melodia do vento nos ramos do olmeiro
As lágrimas que vertem nos olhos do mundo inteiro.
Ouvidos que ouvem a música do povo que desce o morro na praça a cantar.
A melodia dos imortais, que se ouve uma vez e ninguém esquecem nunca mais.
A voz melodiosa, canora, melancólica do boiadeiro.
E a dor que geme e que chora no coração do mundo inteiro!
Pela minha alegria de ouvir, pelos surdos eu te quero pedir
Porque eu sei que depois desta dor, no teu reino de amor, voltarão a sentir!
Obrigado pela minha voz,
Mas também pela tua voz
Pela voz que canta
Que ama, que ensina, que alfabetiza,
Que trauteia uma canção
Que o teu nome profere com sentida emoção!
Diante da minha melodia
Eu quero rogar pelos que sofrem de afazia.
Eles não cantam de noite, eles não falam de dia.
Oro por eles
Porque eu sei, depois desta prova, na vida nova
Eles cantarão!
Obrigado, Senhor!
Pelas minhas mãos
Mas também pelas mãos que amam
Que semeiam, que agasalham.
Mãos de ternura que libertam da amargura
Mãos que apertam mãos
De caridade e de solidariedade
Mãos dos adeuses
Que ficam feridas
Que enxugam lágrimas e dores sofridas!
Pelas mãos de sinfonias, de poesias, de cirurgias, de psicografias!
Pelas mãos que atendem a velhice
A dor
O desamor!
Pelas mãos que no seio embalam o corpo de um filho alheio sem receio!
Obrigado, Senhor!
Porque posso me movimentar.
Diante do meu corpo perfeito
Eu te quero rogar
Porque eu vejo na Terra
Aleijados, amputados, decepados, paralisados,
Que se não podem movimentar
Eu oro por eles
Porque eu sei, que depois desta expiação
Na outra reencarnação
Eles também bailarão!
Obrigado, por fim, pelo meu lar.
É tão maravilhoso ter um lar!
Não é importante se este lar é uma mansão ou se é uma favela, uma tapera,
Um ninho, um grabato de dor, um bangalô, uma casa do caminho ou seja lá o que for.
Que dentro dele, exista a figura
Do amor de mãe ou de pai
De mulher ou de marido
De filho ou de irmão
A presença de um amigo
A companhia de um cão
Alguém que nos dê a mão!
Mas se eu a ninguém tiver para me amar
Nem um teto para me agasalhar
Nem uma cama para me deitar
Nem aí reclamarei.
Pelo contrário, eu te direi
Obrigado, Senhor!
Porque eu nasci!
Obrigado porque eu creio em ti
Pelo teu amor, obrigado, Senhor!
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Poema de Amélia Rodrigues, recebido por Divaldo Pereira Franco
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Revisão de Ricardo Ondir Muito obrigada, Senhor!

