{"id":1040,"date":"2021-02-14T18:56:30","date_gmt":"2021-02-14T21:56:30","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=1040"},"modified":"2022-02-14T21:49:03","modified_gmt":"2022-02-15T00:49:03","slug":"o-medium-de-cura-edson-barbosa-de-souza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2021\/02\/14\/o-medium-de-cura-edson-barbosa-de-souza\/","title":{"rendered":"O m\u00e9dium de cura  Edson Barbosa de Souza"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:22px\">[Fabio A. R. Dionisi] fabiodionisi@terra.com.br<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Edson Barbosa de Souza \u00e9 natural do Estado do Paran\u00e1. Nasceu na cidade de S\u00e3o Carlos do Iva\u00ed (PR), no dia 19 de maio de 1958. Filho de Jos\u00e9 Barbosa de Souza e Waldeci dos Anjos Dias.<br>M\u00e9dium Esp\u00edrita, desde 1982, atua como m\u00e9dium p\u00fablico de curas e cirurgias espirituais desde o ano de 1985.<br>Edson \u00e9 casado com Maria Aparecida Sim\u00e3o de Souza, brasileira, nascida em 24\/03\/1957, na cidade de Monte Alto (SP). Seus pais s\u00e3o Jos\u00e9 Sim\u00e3o e Benedita Bianchi Sim\u00e3o.<br>Desde crian\u00e7a, aos quatro ou cinco anos de idade, em sua cidade natal S\u00e3o Carlos do Iva\u00ed (PR), Edson Barbosa de Souza percebeu que podia sentir a presen\u00e7a de esp\u00edritos. \u201cEu n\u00e3o entendia bem o que acontecia, mas podia v\u00ea-los e at\u00e9 conversar com eles\u201d, diz Edson que, desde o in\u00edcio dessas manifesta\u00e7\u00f5es, ganhou o apoio da m\u00e3e, D. Waldeci.<br>S\u00f3 em 1981, quando fez uma visita a Chico Xavier, em Uberaba, ficou sabendo da sua sensibilidade medi\u00fanica. Ele recebeu todas as orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e adotou o Espiritismo.<br>Em 1983, finalmente, ocorreu o primeiro contato com o seu mentor espiritual, Dr. Arthur Neiva (at\u00e9 pouco tempo conhecido, entre n\u00f3s, pelo pseud\u00f4nimo de Dr. Stefani Oswald). Esp\u00edrito de um not\u00e1vel m\u00e9dico brasileiro, que em vida [\u00faltima reencarna\u00e7\u00e3o] foi sanitarista, bi\u00f3logo, bot\u00e2nico, profundo conhecedor de ci\u00eancias naturais e, tamb\u00e9m, pesquisador da doen\u00e7a de Chagas.<br>Dr. Arthur Neiva trabalhou no projeto Manguinhos, com a equipe de Carlos Chagas, para o desenvolvimento da vacina contra a febre amarela e contra a mal\u00e1ria.<br>Possuidor de v\u00e1rios dons medi\u00fanicos, Edson Barbosa de Souza, al\u00e9m de m\u00e9dium sensitivo de cura, \u00e9 psic\u00f3grafo desde 1981.<br>Intermedi\u00e1rio entre os vivos e a alma dos [ditos] mortos, durante as reuni\u00f5es de consulta e de cirurgia, recebe mensagens, em geral, do Dr. Arthur Neiva, que ap\u00f3s examinar as pessoas que o procuram em busca da cura, orienta sobre qual a doen\u00e7a estabelecida e as provid\u00eancias que devem ser tomadas.<br>No dia 13\/02\/2022, o m\u00e9dium Edson Barbosa completou 40 anos de Doutrina; dos quais, 37 anos em trabalho p\u00fablico, em atividade medi\u00fanica ligada \u00e0 cura.<br>No in\u00edcio, por 3 anos, realizou trabalho semelhante ao do m\u00e9dium Carlos A. Baccelli, por meio da psicografia p\u00fablica, consolando aos aflitos que o procuravam.<br>Em seguida, em 1985, iniciaram-se as atividades de cura no Centro Esp\u00edrita Ceddre (Centro de Estudos e Divulga\u00e7\u00e3o das Doutrinas Reencarnacionistas), em Santo Andr\u00e9 (SP).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Origens do M\u00e9dium<br>Seu bisav\u00f4 materno \u00e9 origin\u00e1rio de uma tribo ind\u00edgena, chamada de Pankararu, ou Pankarau, localizada no Estado de Pernambuco.<br>Hoje, neste local, situa-se uma cidade: Tacaratu. Na regi\u00e3o do Agreste; zona conhecida como a da fome.<br>O local foi habitado por v\u00e1rias etnias, todos de l\u00edngua Kariri; contudo, a dos Pankararu s\u00e3o coisas de algumas centenas de anos.<br>Os Pankararus eram \u00edndios bravos, e, curiosamente, a despeito de serem \u00edndios n\u00e3o eram parecidos como tais. N\u00e3o tinham cabelos lisos.<br>Segundo informa\u00e7\u00e3o obtida pelo m\u00e9dium, encontram-se muitas gravuras nas rochas e cavernas da regi\u00e3o, o que comprova a exist\u00eancia desta tribo h\u00e1 muito tempo; presumivelmente, desde os s\u00e9culos XVI e XVII.<br>\u201cNesta tribo, no s\u00e9culo XVII, portanto antes de meu bisav\u00f4, um dos seus l\u00edderes espirituais, cacique e paj\u00e9 da tribo, foi um \u00edndio cujo nome aportuguesado \u00e9 Luiz Damandaia. Curiosamente, ele \u00e9 um dos integrantes da equipe espiritual do Dr. Arthur Neiva, no Pronto Socorro Espiritual Irm\u00e3 Scheilla.<br>O nome aportuguesado do meu bisav\u00f4 materno era Jo\u00e3o de Souza. Ele tamb\u00e9m se tornou paj\u00e9 e curador da tribo.\u201d<br>Em verdade, \u00e9 importante registrar que muitas informa\u00e7\u00f5es da \u00e9poca foram passadas pelo pr\u00f3prio bisav\u00f4 materno ao m\u00e9dium Edson, por meio da mediunidade deste \u00faltimo.<br>Jo\u00e3o de Souza, como quase todos os \u00edndios da regi\u00e3o, foi capturado e \u201ccivilizado\u201d pelo branco; contudo, n\u00e3o perdeu sua cultura ind\u00edgena e manteve suas atividades de cura junto aos caboclos da regi\u00e3o.<br>Ele tinha v\u00e1rios dons medi\u00fanicos, por\u00e9m, o que mais se destacava era o de efeitos f\u00edsicos; embora desconhecesse isso, pois na \u00e9poca era ignorante destas coisas relativas \u00e0 mediunidade.<br>Atendia as pessoas com suas benzeduras.<br>Caso uma pessoa tivesse dor de dente, ele l\u00e1 ia fazer suas preces, em concentra\u00e7\u00e3o, e colocando sua m\u00e3o, sobrepondo o local, no caso o dente, ocorria a desinflama\u00e7\u00e3o e no prazo de doze horas o dente caia!<br>Dores de cabe\u00e7a eram curadas s\u00f3 com a imposi\u00e7\u00e3o das m\u00e3os. \u00dalceras, atrav\u00e9s de po\u00e7\u00f5es de ervas nativas.<br>\u201cO meu av\u00f4 materno Jos\u00e9 de Souza Dias, filho de Jo\u00e3o de Souza, nasceu no final do s\u00e9culo XIX, na vila chamada Tacaratu; lembrando que a origem da cidade foi a tribo. O nome de minha av\u00f3 materna \u00e9 Maria dos Anjos de Souza Dias\u201d.<br>Voltando \u00e0s origens, Edson tamb\u00e9m nos relatou que Luiz Damandaia tinha por esposa, com nome abrasileirado, Maria Cacuruta.<br>Os Pankararus, e outras tribos menores, tais como os Uma\u00fas, Vouvea e Geritic\u00f3, foram aldeados em uma miss\u00e3o, a dos padres oratorianos, dando origem a Vila de Tacaratu. Provavelmente, a funda\u00e7\u00e3o desta vila deu-se entre o final do s\u00e9culo XVII e in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII.<br>Embora j\u00e1 da vila, este pessoal todo n\u00e3o tinha cultura alguma; eram analfabetos; caboclos como se diz aqui no Brasil.<br>\u201cO meu av\u00f4 era tamb\u00e9m meu padrinho; eu sou o \u00fanico afilhado dele.\u201d<br>Foi um lenhador, mateiro (conhecedor profundo de plantas). Se algu\u00e9m tivesse sede, fome, ou mesmo uma dor de dente, ele sabia qual planta usar para tir\u00e1-la de voc\u00ea.<br>\u201cNo campo da mediunidade, meu av\u00f4 era benzedor, como o pai; curador, ele fazia simpatias e benzidos, como, por exemplo, para afastar cobras da pastagem.<br>Sabia fazer benzidos para curar bicheira de animais, as quais caiam, passado certo tempo. Fazia simpatias para picadas de cobra, tanto em seres humanos quanto em animais.<br>Para afastar cobras da pastagem, costumava fazer um c\u00edrculo grande, o qual ele n\u00e3o fechava. Sentando-se no centro dele, por umas duas horas, de vez em quando dava pequenos assobios. As cobras entravam neste c\u00edrculo, sem atac\u00e1-lo; e, em seguida, atrav\u00e9s de ordens mentais, ele as mandava embora, para um determinado lugar da propriedade. Por\u00e9m, para que n\u00e3o lhes faltasse alimento, tamb\u00e9m encaminhava para estes locais ratos, roedores, camundongos, p\u00e1ssaros, etc.<br>A \u00fanica coisa que pedia, para fazer este trabalho, era que n\u00e3o se matasse uma \u00fanica cobra.<br>Quando algu\u00e9m era picado por uma cobra, ele ia at\u00e9 o local socorrer a pessoa. Apanhando uma determinada folha de \u00e1rvore, entrava em prece de c\u00f3coras, trazendo a cobra at\u00e9 a folha. Esta regurgitava uma esp\u00e9cie de gosma sobre a folha, a qual ele aplicava como ant\u00eddoto.<br>Curava quebrantos, ventre virado, mal de simioto, cobreiros. Tudo isso atrav\u00e9s de benzeduras, emplastros, etc.\u201d<br>O mal de simioto \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como a doen\u00e7a do macaco. A crian\u00e7a com esta doen\u00e7a ficava magrinha e acabava morrendo.<br>\u201cJos\u00e9 de Souza Dias, meu av\u00f4 materno, era capaz de cur\u00e1-la em 9 semanas.\u201d<br>Ele era, tamb\u00e9m, um m\u00e9dium inconsciente de incorpora\u00e7\u00e3o.<br>\u201cAl\u00e9m disso, ele costumava fazer, uma vez por semana, uma reuni\u00e3o medi\u00fanica, secreta, onde n\u00e3o era permitida a participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico alheio aos trabalhos.\u201d Participavam, nestes encontros, a esposa de Jos\u00e9 de Souza Dias, compadres e os filhos.<br>Nestas reuni\u00f5es, esp\u00edritos eram evocados. Curiosamente, era muito comum evocar esp\u00edritos de outros \u00edndios. Estes, quando incorporavam no m\u00e9dium, falavam suas l\u00ednguas de origem (por exemplo, o Guarani). E, para o entendimento, outro Esp\u00edrito ajudava a traduzir.<br>O respeito era tamanho, com os guias espirituais, que Jos\u00e9 de Souza Dias os chamava a todos de Mestre. O que coadunava com o seu car\u00e1ter. Quieto, quase sempre calado, bem-educado, s\u00e9rio em retid\u00e3o, do tipo \u201csim, sim, n\u00e3o, n\u00e3o\u201d.<br>Nunca bateu em seus filhos; diga-se de passagem, caracter\u00edstica esta dos \u00edndios em geral.<br>Mesmo trabalhando na lavoura, para seu sustento, bastava que uma pessoa o procurasse para obter sua ajuda; ele parava o que estivesse fazendo, para atender ao pedido, indo, inclusive, at\u00e9 a casa das pessoas. Pode-se afirmar que ele atendia das 6h \u00e0s 18h, e de maneira gratuita.<br>J\u00e1 que estamos falando de lavoura, \u00e9 curioso registrar que tudo, naquela \u00e9poca e regi\u00e3o, era feito de forma coletiva. Desde a colheita at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o do produto final: a farinha de mandioca, o biju, e o a\u00e7\u00facar.<br>Usavam burros para fazer a farinha de mandioca.<br>Quando abatiam um capado, todos os vizinhos eram presenteados com um peda\u00e7o.<br>Enfim, sem ego\u00edsmo, dividiam tudo\u2026<br>No campo da mediunidade, Jos\u00e9 de Souza Dias era realmente bem-dotado. Possu\u00eda a vid\u00eancia, a audi\u00e7\u00e3o e psicofonia inconsciente.<br>Neste campo, ele citou dois fen\u00f4menos que eram comuns ao av\u00f4 materno: \u201cCom uma vasilha com \u00e1gua, Jos\u00e9 entrava em prece; se o consulente quisesse, ele podia ver, naquela \u00e1gua, a m\u00e3e deste, ou outra pessoa qualquer, e o que ela estava fazendo no momento [clarivid\u00eancia]. Ele lograva, tamb\u00e9m, que a pessoa enxergasse na \u00e1gua.\u201d<br>O segundo fen\u00f4meno, igualmente inusitado, est\u00e1 relacionado com transporte atrav\u00e9s de objetos s\u00f3lidos: \u201cCostumava entrar em casa, de madeira, dotada de apenas uma porta e uma janela, a seguir sendo trancado, por algu\u00e9m, num dos quartos [este sem janela], por meio de uma tramela externa. Dentro deste, conseguia se transportar, sumindo do mesmo; a pessoa, passado algum tempo, ao entrar no mesmo, n\u00e3o conseguia encontr\u00e1-lo!\u201d<br>S\u00f3 para refrescarmos a mem\u00f3ria\u2026 Tramela \u00e9 uma pe\u00e7a de madeira, que gira ao redor de um prego, para fechar a porta, porteira, postigo, etc.<br>O av\u00f4 materno do Edson Barbosa era muito devoto do Padre C\u00edcero do Juazeiro. Tanto que, na d\u00e9cada de 30, chegou a dar guarida, isto \u00e9, comida e pouso para pessoas ligadas ao santo.<br>De f\u00e9 cat\u00f3lica, ele o chamava de \u201cmeu padrinho Pe. C\u00edcero\u201d.<br>Tanto o venerava que n\u00e3o permitiu que colocassem o nome dele no seu neto.<br>\u201cQuando minha m\u00e3e ficou gr\u00e1vida, ela queria colocar o nome de C\u00edcero em mim; por\u00e9m, ele proibiu isso, pois eu poderia n\u00e3o me portar \u00e0 altura da figura que o nome representava! Por exemplo, dizia ele, se me xingassem o estariam ofendendo\u2026 [ao Pe. C\u00edcero]\u201d<br>Jos\u00e9 de Souza Dias tinha como guia e protetor espiritual um \u00edndio que fora cacique e, al\u00e9m disso, paj\u00e9 da tribo dos Tupinamb\u00e1s.<br>Quando encarnado, este cacique e paj\u00e9 Tupinamb\u00e1 vivia numa tribo entre o eixo de Cananeia e S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no Estado de S\u00e3o Paulo; o que corresponde, caro leitor, \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da Cidade Espiritual de Alvorada Nova, como j\u00e1 tivemos oportunidade de citar.<br>Para termos uma ideia do grau de evolu\u00e7\u00e3o deste \u00edndio, sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o, aqui na Terra, ocorreu no ano de 1620.<br>\u201cE ele era o mentor espiritual do meu av\u00f4 materno.\u201d<br>E quanto ao m\u00e9dium Edson Barbosa de Souza?<br>O que gostar\u00edamos de saber dele?<br>Por que n\u00e3o deixar que ele mesmo se apresente\u2026<br>\u201cO nome de meu pai \u00e9 Jos\u00e9 Barbosa de Souza, nascido em Promiss\u00e3o, Estado de S\u00e3o Paulo, no dia 08 de dezembro de 1936. O de minha m\u00e3e \u00e9 Waldeci dos Anjos Dias, nascida em Pernambuco, na cidade de Tacaratu, no dia 30 de agosto de 1939, e desencarnada, recentemente, em 16 de agosto de 2011, aqui no Estado de S\u00e3o Paulo, em Franca.<br>Meu pai ainda est\u00e1 entre n\u00f3s [desencarnou, posteriormente, no ano de 2018].<br>A fam\u00edlia de minha m\u00e3e, como tive oportunidade de contar, morava em Pernambuco. Aos poucos foram migrando para o Sul, estabelecendo-se no Paran\u00e1; contudo, assentaram-se, por uns tempos, no Estado de S\u00e3o Paulo.<br>Dedicados \u00e0 agricultura, trabalharam na lavoura do caf\u00e9. Derrubavam a mata, aravam, plantavam e colhiam.<br>Quando se mudaram para o Paran\u00e1, estabeleceram-se em v\u00e1rias cidades. N\u00e3o me lembro quais, mas n\u00e3o importa realmente. O fato \u00e9 que ficaram, por muito tempo, naquele Estado.<br>Nasci em S\u00e3o Carlos do Iva\u00ed (PR), no dia 19 de maio de 1958.<br>Desde os 4\u20135 anos de idade eu conversava com crian\u00e7as j\u00e1 desencarnadas (Esp\u00edritos).<br>Minha m\u00e3e acompanhou todo este processo; dando-me muito apoio, sempre. Recebi dela sempre muito carinho.<br>Fui coroinha de Igreja; roubava h\u00f3stia\u2026 Meu neg\u00f3cio era roubar h\u00f3stias [risos do m\u00e9dium]; mas, eu n\u00e3o gostava do vinho seco que o Padre usava\u2026<br>Mas, voltando a fase dos amiguinhos invis\u00edveis, para os outros, pois eram bem vis\u00edveis para mim, ela durou at\u00e9 meus nove anos de idade. Passei a ter, neste per\u00edodo, sonhos com entidades espirituais que me transmitiam informa\u00e7\u00f5es sobre plantas, para fazer ch\u00e1s, beberagens [cozimentos medicinais] 19. Obediente, passava estas informa\u00e7\u00f5es para minha m\u00e3e, dizendo para quem eram destinadas.<br>Ela dava para as pessoas indicadas, e, normalmente, elas ficavam boas.<br>Tudo com muito apoio dela e do meu av\u00f4 materno, Jos\u00e9 de Souza Dias, que explicava, para minha m\u00e3e, o que deveria ser feito. Isso quando encarnado, pois, ele veio a falecer no ano de 1980, aproximadamente com 85 anos de idade.<br>Curioso \u00e9 que eu achava que eram sonhos. Conversava com desencarnados, passando seus recados sem saber disso. J\u00e1 fazia o correio fraterno quando crian\u00e7a! (risos)<br>Tudo isso sempre ocorrendo de forma espont\u00e2nea.<br>Quanto ao meu av\u00f4, Jos\u00e9 de Souza Dias, tenho a certeza de que tinha aceitado a tarefa de me guiar ao longo da minha inf\u00e2ncia. Tanto que sempre ficou atento e nunca ficou longe de n\u00f3s. Sempre ficou muito pr\u00f3ximo, acompanhando as mudan\u00e7as de resid\u00eancia de minha fam\u00edlia.<br>Tanto que num determinado dia, na d\u00e9cada de 80, ele me disse: voc\u00ea \u00e9 que vai dar continuidade a este trabalho, por\u00e9m, voc\u00ea vai ser mais conhecido, e milhares de pessoas v\u00e3o te procurar.<br>Foi tamb\u00e9m nesta ocasi\u00e3o que conheci o chamado cacique dos Tupinamb\u00e1s. Segundo o meu av\u00f4 materno, Jos\u00e9 de Souza Dias, ele seria meu orientador espiritual.<br>Houve uma pausa [quanto \u00e0 mediunidade] aos 13 anos de idade.<br>O tempo passou, adentrei ao Espiritismo em 1980, j\u00e1 com toda a mediunidade aflorada e sem conhecer nada a respeito\u2026<br>A orienta\u00e7\u00e3o que recebi, do cacique e paj\u00e9 Tupinamb\u00e1, foi de que deveria ler toda a obra de Kardec, e que deveria treinar a psicografia e a psicofonia. Estas duas mediunidades j\u00e1 eram ostensivas em mim.<br>Em 1981 j\u00e1 atuava como m\u00e9dium psic\u00f3grafo, psicof\u00f4nico, e j\u00e1 fazia curas espirituais. Explicando, para voc\u00ea, que eu era apenas um instrumento, pois quem realizava as curas era este \u00edndio.<br>At\u00e9 ent\u00e3o, os trabalhos eram pequenos. Em 1983, ele transmitiu a todos n\u00f3s que ele traria um m\u00e9dico, muito seu amigo, para iniciar o atendimento de pessoas doentes (o Esp\u00edrito Dr. Stefani Oswald).<br>Acrescentando que ele [o cacique] ficaria como auxiliar respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a do trabalho espiritual.<br>Na verdade, ele \u00e9 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a de todo o trabalho ligado ao Recanto de Luz &#8211; Pronto Socorro Espiritual Irm\u00e3 Scheilla.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O segundo fen\u00f4meno est\u00e1 relacionado com transporte atrav\u00e9s de objetos s\u00f3lidos: \u201cCostumava entrar em casa, de madeira, dotada de apenas uma porta e uma janela, a seguir sendo trancado, por algu\u00e9m, num dos quartos [este sem janela], por meio de uma tramela externa. Dentro deste, conseguia se transportar, sumindo do mesmo; a pessoa, passado algum tempo, ao entrar no mesmo, n\u00e3o conseguia encontr\u00e1-lo!\u201d<br>O av\u00f4 materno era muito devoto do Padre C\u00edcero do Juazeiro. De f\u00e9 cat\u00f3lica, ele o chamava de \u201cmeu padrinho Pe. C\u00edcero\u201d.<br>Tanto o venerava que n\u00e3o permitiu que colocassem o nome dele.<br>\u201cQuando minha m\u00e3e ficou gr\u00e1vida, ela queria colocar o nome de C\u00edcero em mim; por\u00e9m, ele proibiu isso, pois eu poderia n\u00e3o me portar \u00e0 altura da figura que o nome representava! Por exemplo, dizia ele, se me xingassem o estariam ofendendo\u2026 [ao Pe. C\u00edcero]\u201d<br>Jos\u00e9 de Souza Dias tinha como guia e protetor espiritual um \u00edndio que fora cacique e, al\u00e9m disso, paj\u00e9 da tribo dos Tupinamb\u00e1s.<br>Quando encarnado, este cacique e paj\u00e9 Tupinamb\u00e1 vivia numa tribo entre o eixo de Cananeia e S\u00e3o Sebasti\u00e3o, no Estado de S\u00e3o Paulo.<br>Para termos uma ideia do grau de evolu\u00e7\u00e3o deste \u00edndio, sua \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o, aqui na Terra, ocorreu no ano de 1620.<br>\u201cE ele era o mentor espiritual do meu av\u00f4 materno.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">E quanto ao m\u00e9dium Edson Barbosa de Souza? (por ele mesmo)<br>\u201cO nome de meu pai \u00e9 Jos\u00e9 Barbosa de Souza, nascido em Promiss\u00e3o, Estado de S\u00e3o Paulo, no dia 08\/12\/1936. O de minha m\u00e3e \u00e9 Waldeci dos Anjos Dias, nascida em Pernambuco, na cidade de Tacaratu, no dia 30\/08\/1939, e desencarnada, recentemente, em 16\/08\/2011, aqui em Franca (SP).<br>Meu pai desencarnou no ano de 2018.<br>A fam\u00edlia de minha m\u00e3e, como tive oportunidade de contar, morava em Pernambuco. Aos poucos foram migrando para o Sul, estabelecendo-se no Paran\u00e1; contudo, assentaram-se, por uns tempos, no Estado de S\u00e3o Paulo.<br>Dedicados \u00e0 agricultura, trabalharam na lavoura do caf\u00e9. Derrubavam a mata, aravam, plantavam e colhiam.<br>Quando se mudaram para o Paran\u00e1, estabeleceram-se em v\u00e1rias cidades. N\u00e3o me lembro quais, mas n\u00e3o importa realmente. O fato \u00e9 que ficaram, por muito tempo, naquele Estado.<br>Nasci em S\u00e3o Carlos do Iva\u00ed (PR), no dia 19 de maio de 1958.<br>Desde os 4\u20135 anos de idade eu conversava com crian\u00e7as j\u00e1 desencarnadas.<br>Minha m\u00e3e acompanhou todo este processo; dando-me muito apoio, sempre. Recebi dela sempre muito carinho.<br>Fui coroinha de Igreja; roubava h\u00f3stia\u2026 Meu neg\u00f3cio era roubar h\u00f3stias [risos do m\u00e9dium]; mas, eu n\u00e3o gostava do vinho seco que o Padre usava\u2026<br>Mas, voltando a fase dos amiguinhos invis\u00edveis, para os outros, pois eram bem vis\u00edveis para mim, ela durou at\u00e9 meus 9 anos de idade. Passei a ter, neste per\u00edodo, sonhos com entidades espirituais que me transmitiam informa\u00e7\u00f5es sobre plantas, para fazer ch\u00e1s, beberagens [cozimentos medicinais]. Obediente, passava estas informa\u00e7\u00f5es para minha m\u00e3e, dizendo para quem eram destinadas. Ela dava para as pessoas indicadas, e, normalmente, elas ficavam boas.<br>Tudo com muito apoio dela e do meu av\u00f4 materno, Jos\u00e9 de Souza Dias, que explicava, para minha m\u00e3e, o que deveria ser feito. Isso quando encarnado, pois, ele veio a falecer no ano de 1980.<br>Curioso \u00e9 que eu achava que eram sonhos. Conversava com desencarnados, passando seus recados sem saber disso. J\u00e1 fazia o correio fraterno quando crian\u00e7a! (risos)<br>Quanto ao meu av\u00f4 Jos\u00e9, tenho a certeza de que tinha aceitado a tarefa de me guiar ao longo da minha inf\u00e2ncia. Tanto que sempre ficou atento e nunca ficou longe de n\u00f3s; sempre acompanhando as mudan\u00e7as de resid\u00eancia de minha fam\u00edlia.<br>Tanto que num determinado dia, na d\u00e9cada de 80, ele me disse: voc\u00ea \u00e9 que vai dar continuidade a este trabalho, por\u00e9m, voc\u00ea vai ser mais conhecido, e milhares de pessoas v\u00e3o te procurar.<br>Foi tamb\u00e9m nesta ocasi\u00e3o que conheci o chamado cacique dos Tupinamb\u00e1s. Segundo o meu av\u00f4 materno, ele seria meu orientador espiritual.<br>Houve uma pausa [quanto \u00e0 mediunidade] aos 13 anos de idade.<br>O tempo passou, adentrei ao Espiritismo em 1980, j\u00e1 com toda a mediunidade aflorada e sem conhecer nada a respeito\u2026<br>A orienta\u00e7\u00e3o que recebi, do cacique e paj\u00e9 Tupinamb\u00e1, foi de que deveria ler toda a obra de Kardec, e que deveria treinar a psicografia e a psicofonia. Estas duas mediunidades j\u00e1 eram ostensivas em mim.<br>Em 1981 j\u00e1 atuava como m\u00e9dium psic\u00f3grafo, psicof\u00f4nico, e j\u00e1 fazia curas espirituais. Explicando, para voc\u00ea, que eu era apenas um instrumento, pois quem realizava as curas era este \u00edndio.<br>At\u00e9 ent\u00e3o, os trabalhos eram pequenos. Em 1983, ele transmitiu a todos n\u00f3s que ele traria um m\u00e9dico, muito seu amigo, para iniciar o atendimento de pessoas doentes (o Esp\u00edrito Dr. Stefani Oswald). Acrescentando que ele [o cacique] ficaria como auxiliar respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a do trabalho espiritual.<br>Na verdade, ele \u00e9 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a de todo o trabalho ligado ao Recanto de Luz &#8211; Pronto Socorro Espiritual Irm\u00e3 Scheilla.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Fabio A. R. Dionisi] fabiodionisi@terra.com.br Edson Barbosa de Souza \u00e9 natural do Estado do Paran\u00e1. 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