{"id":1338,"date":"2021-05-04T21:16:20","date_gmt":"2021-05-05T00:16:20","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=1338"},"modified":"2021-06-03T16:53:16","modified_gmt":"2021-06-03T19:53:16","slug":"a-invencao-do-inferno-de-penas-eternas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2021\/05\/04\/a-invencao-do-inferno-de-penas-eternas\/","title":{"rendered":"A inven\u00e7\u00e3o do inferno de penas eternas"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:22px\"><span class=\"has-inline-color has-very-dark-gray-color\">[Fabio Dionisi] <a href=\"mailto:fabio@editoradionisi.com.br\">fabio@editoradionisi.com.br<\/a><\/span><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Caro leitor, o conceito de \u201cinferno\u201d evoluiu ao longo do tempo. Nem sempre foi como muitos ainda acreditam hoje em dia.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na pr\u00f3pria Barsa encontramos: <em>\u201cHistoricamente, a concep\u00e7\u00e3o de inferno est\u00e1 ligada ao destino que se atribui \u00e0s pessoas depois da morte. Na maioria das religi\u00f5es antigas, n\u00e3o comportava a ideia de castigo.\u201d<\/em><strong> <sup>1 (v. 8; p. 112)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Mesmo quando remontamos aos hebreus, no Antigo Testamento, <em>\u201csomente depois de lenta evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia moral foi que se imp\u00f4s a ideia de puni\u00e7\u00e3o depois da morte, paralelamente \u00e0 no\u00e7\u00e3o dos escolhidos por Deus para a partilha de sua vida e de sua felicidade.\u201d <\/em><strong><sup>1 (v. 8; p. 112)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">&nbsp;Para os que fossem punidos, o destino seria um lugar terr\u00edvel repleto de horrores, chamado Geena, uma <em>\u201calus\u00e3o ao vale de Ge Bem-Hinnom, lugar onde tinham sido cremadas crian\u00e7as sacrificadas a Moloch e onde se queimava o lixo de Jerusal\u00e9m.\u201d<\/em> <strong><sup>1 (v. 8; p. 112)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Mesmo etimologicamente, a palavra \u201cinferno\u201d veio do latim, <em>infernum<\/em>. Seu significado real \u00e9 \u201cas profundezas\u201d ou o \u201cmundo inferior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><a><strong><span class=\"has-inline-color has-very-dark-gray-color\">Sheol, Xeol ou Seol (Hebraico)<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A palavra Sheol, Xeol ou Seol, entre os antigos hebreus, referia-se a \u201cregi\u00e3o dos mortos\u201d ou \u201cmundo dos mortos\u201d; mas, de maneira gen\u00e9rica para toda a humanidade. Ou seja, n\u00e3o havia uma separa\u00e7\u00e3o entre os bons e os maus.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na B\u00edblia Hebraica, a palavra sheol pode ser encontrada 65 vezes, referindo-se ao submundo dos mortos, retratado como algo profundo e escuro abismo. Nela, o termo est\u00e1 estritamente relacionado a abismo e sepultura.<strong><sup> 2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Por estes motivos, o sheol n\u00e3o pode ser confundido com as regi\u00f5es do purgat\u00f3rio ou do inferno do catolicismo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><a><strong><span class=\"has-inline-color has-very-dark-gray-color\">Hades (Grego)<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na Mitologia grega, o Hades refere-se aos mundos subterr\u00e2neos. <strong><sup>3 (p. 29)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Entre os incont\u00e1veis deuses gregos, mitologicamente falando, Hades \u00e9 o deus do mundo subterr\u00e2neo; mais especificamente, o deus da morte e das for\u00e7as do mundo subterr\u00e2neo. <strong><sup>3 (p. 38-40)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O nome Hades era, tamb\u00e9m, designado para a regi\u00e3o onde ele habitava, uma regi\u00e3o subterr\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Somente \u00e0 partir do s\u00e9culo VI a.C., o Hades (mundo infernal) foi geograficamente dividido em tr\u00eas zonas: T\u00e1rtaro, \u00c9rebo e Campos El\u00edsios; e, mesmo assim, num contexto basicamente mitol\u00f3gico.<strong><sup> 4 (p. 207)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cQuando o mundo ct\u00f4nio foi dividido em tr\u00eas compartimentos, Campos El\u00edsios, onde ficavam por algum tempo os que pouco tinham a purgar; \u00c9rebo, resid\u00eancia tamb\u00e9m tempor\u00e1ria dos que muito tinham a pagar e sofrer, o T\u00e1rtaro se converteu no local de supl\u00edcio permanente e eterno dos grandes criminosos mortais e imortais (&#8230;).\u201d<\/em><strong><sup> 4 (p. 578)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Percebam que tanto o Campos El\u00edsios quanto o \u00c9rebos constitu\u00edam-se na resid\u00eancia tempor\u00e1ria dos que tinham algo a pagar e sofrer; portanto, a pena n\u00e3o era eterna.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto \u00e0 vera origem do T\u00e1rtaro: <em>\u201cAbismo insond\u00e1vel, que se encontra sob a terra (&#8230;). Nos poemas hom\u00e9ricos<\/em> [Homero, 928 a.C. &#8211; 898 a.C] <em>e na Teogonia, o T\u00e1rtaro \u00e9 o local mais profundo das entranhas da Terra, localizado muito abaixo do pr\u00f3prio Hades, isto \u00e9, dos pr\u00f3prios Infernos\u201d<\/em> <strong><sup>4 (p. 578)<\/sup><\/strong> podemos constatar que na \u00e9poca de Homero (IX a.C.), antes de ser dividido geograficamente em tr\u00eas regi\u00f5es (VI a.C.), n\u00e3o havia men\u00e7\u00e3o de que as pernas fossem eternas.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Dentro do contexto de nossos estudos, a palavra Hades aparecer\u00e1 na B\u00edblia Hebraica traduzida para o grego, conhecida como Septuaginta (LXX), a mais antiga vers\u00e3o da B\u00edblia Hebraica, entre o s\u00e9culo III a.C. e o I a.C., em Alexandria. Desde o s\u00e9culo I, ela tornou-se a vers\u00e3o cl\u00e1ssica da B\u00edblia para os crist\u00e3os de l\u00edngua grega. Sabe-se que ela foi usada para diversas outras tradu\u00e7\u00f5es da B\u00edblia.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quando ela foi traduzida, os judeus usaram 61 vezes o termo Hades, sempre referindo-se ao reino dos mortos; mas sem adotar a concep\u00e7\u00e3o mitol\u00f3gica de deus Hades.<strong><sup> 2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><strong>Infernus (Latim)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u00c0 medida que o cristianismo crescia em adeptos, no mundo romano, surgiu a necessidade de se traduzir a B\u00edblia para o latim.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Podemos dividir este per\u00edodo em duas fases: <em>Vetus Latina <\/em>(s\u00e9culo I) e Vulgata Latina (final do s\u00e9culo IV).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>Vetus Latina<\/em> foi o nome dado \u00e0 estes textos b\u00edblicos traduzidos para o latim antes da tradu\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jer\u00f4nimo, conhecida como Vulgata Latina.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u201c[Vulgata] <em>tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia em latim feita por S\u00e3o Jer\u00f4nimo (&#8230;). O Papa D\u00e2maso, em 382, encarregou Jer\u00f4nimo de uma revis\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o existente, a <\/em>Vetus latina (&#8230;)<em>, o que o santo fez para o Novo Testamento. Quanto ao Velho Testamento, o monge decidiu traduzir diretamente do hebraico com exce\u00e7\u00e3o dos Salmos, dos quais fez duas diferentes revis\u00f5es do texto da <\/em>Vetus latina<em>, comparando-as com a LXX <\/em>[Septuagina]<em>. <\/em><strong><sup>5 (v. 7; p. 2190)<\/sup><\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na Vulgata, S\u00e3o Jer\u00f4nimo usou o termo latino inferno para traduzir o hebraico sheol, o grego hades e a geena, sem distin\u00e7\u00e3o, o que fatalmente causou in\u00fameros mal-entendidos, uma vez que geena tinha um sentido bem diverso de hades e sheol.<strong><sup>&nbsp;2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto aos que creditam o inferno de penas eternas ao Antigo Testamento, Allan Kardec esclareceu o seguinte, em: &nbsp;<strong>O c\u00e9u e o inferno: <sup>6 (p. 75-76)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cAos que pretendem encontrar na B\u00edblia a justificativa da eternidade das penas podemos opor os textos contr\u00e1rios (&#8230;). As seguintes palavras de Ezequiel s\u00e3o a mais decisiva nega\u00e7\u00e3o (&#8230;): 21. Se o \u00edmpio fez penitencia de todos os pecados que tem cometido, se observou todos os meus preceitos, se obra segundo a equidade e a justi\u00e7a, ele viver\u00e1 certamente e n\u00e3o morrer\u00e1. &#8211; 22. Eu n\u00e3o me lembrei mais de todas as iniquidades que ele tenha cometido; viver\u00e1 nas obras de justi\u00e7a que houver praticado. 23. \u00c9 que eu quero a morte do \u00edmpio? disse o Senhor Deus, e n\u00e3o quero antes que se converta e desgarre do mau caminho que trilha? (Ezequiel, cap. XVIII.)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>Eu juro por mim mesmo que n\u00e3o quero a morte do \u00edmpio, mas que o \u00edmpio se converta, que abandone o mau caminho e que viva. (Ezequiel, cap. XXXIII, v. 11.)\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><strong>O Inferno e as penas eternas no Novo Testamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Vimos que o significado das palavras Hades e Sheol foi muitas vezes confundido com a palavra \u2018Geena\u2019, traduzida por \u2018lago de fogo\u2019, uma forma simb\u00f3lica para destrui\u00e7\u00e3o eterna.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Allan Kardec disse praticamente o mesmo: <em>\u201cSe Jesus amea\u00e7ou os culpados com o fogo eterno, tamb\u00e9m os amea\u00e7ou de serem lan\u00e7ados na Geena. Mas o que era a Geena? Um lugar nas cercanias de Jerusal\u00e9m, o dep\u00f3sito de lixo da cidade. Seria poss\u00edvel tomar-se isso ao p\u00e9 da letra? Era apenas uma dessas imagens fortes de que se servia para impressionar as massas. Acontecia o mesmo com o fogo eterno.\u201d<\/em> <strong><sup>6 (cap. VI; it.6; p. 66)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Somente no s\u00e9culo VI come\u00e7ou a aparecer o conceito de \u201ccondena\u00e7\u00e3o eterna\u201d, sobretudo com o pensamento de Santo Agostinho (354-430 d.C.).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><strong>Nossa opini\u00e3o sobre o desvirtuamento do conceito do Inferno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u00c0 medida que surgiu a forma\u00e7\u00e3o de um clero, no segundo s\u00e9culo da era crist\u00e3, na igreja que Jesus n\u00e3o instituiu, desejoso de assumir o poder temporal, ele achou por bem se municiar de ferramentas para controlar seus adeptos, e neutralizar qualquer contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 sua autoridade. E, como sempre o foi na hist\u00f3ria da humanidade, a melhor ferramenta de controle era o medo. Por isso, um inferno de penas eternas, com sofrimentos inimagin\u00e1veis, vinha muito bem a calhar.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Para que n\u00f3s humanos, cheios de falhas, pud\u00e9ssemos nos salvar, havia um s\u00f3 meio: depender da absolvi\u00e7\u00e3o que s\u00f3 era conseguida via os que se autodenominaram \u201crepresentantes de Deus aqui na Terra\u201d. Somente eles tinham a \u201cautoridade\u201d para nos livrar destas penas. Desde que segu\u00edssemos suas determina\u00e7\u00f5es e aceit\u00e1ssemos, sem contestar, suas regras. Desta forma, surgiram todos os dogmas e o conceito de um inferno de penas eternas.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Fiquem em paz.<\/p>\n\n\n\n<p>___________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><a><strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/a><strong><sup> <\/sup><\/strong>Nova Enciclop\u00e9dia Barsa. Encyclopaedia Britannica do22 Brasil Publica\u00e7\u00f5es Ltda., 1997.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>2 <\/sup><\/strong>Inferno [Dispon\u00edvel em:&lt;https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inferno&gt; Acesso em 10 apr. 2021.]<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>3 <\/sup><\/strong>WILKINSON, Philip e PHILIP, Neil. Guia ilustrado Zahar: mitologia. Revis\u00e3o t\u00e9cnica Miriam Sutter. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2010.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>4 <\/sup><\/strong>BRAND\u00c3O, Junito de Souza. Dicion\u00e1rio M\u00edtico-Etimol\u00f3gico. Petr\u00f3polis, RJ: Editora Vozes, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>5<\/sup><\/strong> Nov\u00edssima Enciclop\u00e9dia Delta Larousse. Rio de Janeiro: Editora Delta S.A., 1982.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>6<\/sup><\/strong> KARDEC, Allan. O c\u00e9u e o inferno, ou Justi\u00e7a Divina segundo o Espiritismo. S\u00e3o Paulo: Lake, 2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Fabio Dionisi] fabio@editoradionisi.com.br Caro leitor, o conceito de \u201cinferno\u201d evoluiu ao longo do tempo. 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