{"id":2096,"date":"2023-07-28T00:17:00","date_gmt":"2023-07-28T03:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=2096"},"modified":"2023-07-28T00:17:01","modified_gmt":"2023-07-28T03:17:01","slug":"destino-ou-merecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2023\/07\/28\/destino-ou-merecimento\/","title":{"rendered":"Destino ou merecimento?"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:22px\"><strong>[Carlos Eduardo Cavalini] <a href=\"mailto:carloseduardo.cavalini@hotmail.com\">carloseduardo.cavalini@hotmail.com<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cEm uma terra distante, h\u00e1 muito tempo, existiram dois homens ricos. Certo dia, levantaram a seguinte quest\u00e3o: ser\u00e1 o homem o pr\u00f3prio arquiteto de sua vida ou tudo aquilo que alcan\u00e7a \u00e9 obra do destino? Decidiram, ent\u00e3o, fazer um teste e escolheram um amigo pobre, por\u00e9m honesto, e um deles colocou em suas m\u00e3os um pequeno capital, alguns an\u00e9is e joias, equivalente ao que seria hoje a quantia de cinquenta mil reais. O pobre homem afirmou que investiria o capital e se tornaria uma pessoa rica. Ao ver aquela quantia toda em suas m\u00e3os, sentiu um \u00eaxtase e, em casa, procurou escond\u00ea-la em local seguro: amarrou as joias em um pano e colocou dentro de uma velha jarra de farelo. No dia seguinte foi trabalhar. Sua mulher, precisando de certas ervas e sem dinheiro para compr\u00e1-las, trocou a jarra com um vendedor ambulante. Ap\u00f3s quase um ano, os dois homens ricos retornaram para verificar o que tinha acontecido. O pobre homem contou o ocorrido e disse que havia reca\u00eddo na mis\u00e9ria. Desta vez, o outro senhor, que n\u00e3o era t\u00e3o rico quanto o primeiro, afirmou que s\u00f3 poderia lhe dar um peda\u00e7o de chumbo, desses usado em redes de pescaria. O homem, desanimado, acabou aceitando. Na manh\u00e3 seguinte, um pescador vizinho reparou que faltava um peda\u00e7o de chumbo em sua rede. O humilde homem, sol\u00edcito, entregou-lhe o que tinha ganhado. O pescador, grato, afirmou: tudo o que eu conseguir na primeira vez que jogar a rede ser\u00e1 seu! Apanhou um peixe grande e entregou-lhe. Sua mulher, ao cortar o peixe, encontrou uma bola de vidro do tamanho de um ovo de pomba. Um joalheiro a comprou, pagando uma quantia imensamente mais alta do que o que valia as joias que havia recebido de seu amigo meses atr\u00e1s. Tornou-se um homem fabulosamente rico, parou de trabalhar, construiu uma bel\u00edssima casa e passou a dar todo o conforto para sua fam\u00edlia. Ap\u00f3s longos meses, os dois amigos ricos vieram ao seu encontro. Os tr\u00eas conversavam animadamente quando um dos empregados do que agora se tornara rico entrou trazendo nas m\u00e3os uma velha jarra de farelo, comprada para um dos cavalos. Imediatamente o homem a reconheceu, encontrando no fundo dela as joias dispostas exatamente como havia escondido. Ent\u00e3o, o rico senhor que havia lhe dado as joias, recitou: \u2018Quando o destino for generoso para contigo, seja generoso para com os outros. Nem a liberdade te perder\u00e1 se ele for favor\u00e1vel; nem a parcim\u00f4nia te salvar\u00e1, se ele for adverso\u2019.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Este conto \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o de uma das est\u00f3rias do livro <em>\u201cAs Mil e Uma Noites\u201d<\/em> e ilustra bem uma quest\u00e3o de tempos remotos, presente em praticamente todas as culturas: o homem \u00e9 dono do seu destino ou ele j\u00e1 est\u00e1 tra\u00e7ado desde o seu nascimento? Se dizemos que o homem \u00e9 livre para planejar e alcan\u00e7ar tudo o que deseja, o que pensar das pessoas que, apesar de todos os seus esfor\u00e7os, sempre se deparam com obst\u00e1culos que as impedem de seguir adiante? Culpa do destino ou da falta de sorte? E se o destino j\u00e1 est\u00e1 previamente determinado, onde est\u00e1 o nosso livre arb\u00edtrio? Estamos diante de um paradoxo e talvez seja imposs\u00edvel chegarmos a um acordo ou compreens\u00e3o enquanto ainda n\u00e3o estivermos alcan\u00e7ado certo n\u00edvel de consci\u00eancia. Infelizmente \u2014 e eu me incluo nesta afirma\u00e7\u00e3o \u2014 ainda nos deixamos levar por condicionamentos e h\u00e1bitos enraizados que nos impedem de enxergar a verdade sobre n\u00f3s mesmos. Estamos adormecidos e, sem o saber, atra\u00edmos o destino que n\u00f3s mesmos determinamos. O que vivemos agora foi tra\u00e7ado por n\u00f3s no minuto anterior. Nossa decis\u00e3o j\u00e1 foi tomada e j\u00e1 fizemos nossa escolha. O destino \u00e9 transformado de instante a instante e n\u00f3s o escrevemos de forma inconsciente. Agora, nesse exato momento, estamos \u201ccriando\u201d nossa \u201crealidade futura\u201d. E as frases do homem rico do conto acima poderiam ser reescritas de outra forma: \u201cQuando o destino for generoso para contigo, seja generoso para com os outros. Quanto mais generoso for, mais atrair\u00e1 a energia da generosidade para ti e, desta maneira, transformar\u00e1 positivamente o seu destino\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Carlos Eduardo Cavalini] carloseduardo.cavalini@hotmail.com \u201cEm uma terra distante, h\u00e1 muito tempo, existiram dois homens ricos. 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