{"id":2215,"date":"2024-01-20T08:32:57","date_gmt":"2024-01-20T11:32:57","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=2215"},"modified":"2024-01-20T08:42:35","modified_gmt":"2024-01-20T11:42:35","slug":"inesperado-x-previsivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2024\/01\/20\/inesperado-x-previsivel\/","title":{"rendered":"Inesperado x Previs\u00edvel"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">[Carlos Eduardo Cavalini] carloseduardo.cavalini@hotmail.com<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Muitas vezes pensamos estar no controle de tudo o que nos acontece na vida. Achamos que podemos controlar e prever cada um dos eventos que chega at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A palavra controle pressup\u00f5e a exist\u00eancia do medo. O medo sempre est\u00e1 presente quando pensamos em controle. Temos medo de perder aquilo que j\u00e1 possu\u00edmos ou de n\u00e3o conseguirmos o que desejamos, ou ainda medo de n\u00e3o ter quem amamos ao nosso lado. No fundo, temos medo das mudan\u00e7as e do inesperado, do desconhecido. Estamos seguros no pequeno mundo que criamos. N\u00e3o queremos mudar por que o desconhecido nos assusta. \u00c9 prefer\u00edvel ficar no lugar em que estamos do que correr o risco e as coisas piorarem.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">N\u00f3s nos acostumados com nosso emprego, mesmo que n\u00e3o seja o emprego dos nossos sonhos. Este \u00e9 um momento de crise em nosso pa\u00eds e \u00e9 melhor ter pouco do que n\u00e3o ter nada. Nosso emprego \u00e9 a garantia de que teremos no final do m\u00eas um sal\u00e1rio para alimentar nossos filhos, pagar nossas d\u00edvidas, talvez viajarmos no final do ano, se economizarmos bastante, \u00e9 claro. Concordo que seria imprudente largarmos nosso emprego para irmos atr\u00e1s, de repente, de um sonho de inf\u00e2ncia. Mas se aquilo que fazemos no dia a dia tornou-se uma rotina, algo completamente previs\u00edvel, ou talvez o contr\u00e1rio, t\u00e3o imprevis\u00edvel que nos deixa preocupados ou ansiosos o dia inteiro, ent\u00e3o devemos reencontrar aquilo que foi perdido no meio do caminho. Se passamos a maior parte do tempo nos dedicando a uma tarefa que n\u00e3o vai de encontro \u00e0s nossas aspira\u00e7\u00f5es internas, ent\u00e3o algo n\u00e3o est\u00e1 bem.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">N\u00e3o estou dizendo para jogarmos tudo para o alto. Buscar aquilo que se perdeu no caminho \u00e9 tentar enxergar o inesperado naquilo que sempre foi previs\u00edvel. Se nos perdemos ao longo da vida fazendo coisas que n\u00e3o est\u00e3o de acordo com o que realmente desejamos, ent\u00e3o \u00e9 hora de fazermos algo que n\u00e3o foi feito at\u00e9 o momento: prestar aten\u00e7\u00e3o. Vamos ficar \u00e0 espreita de n\u00f3s mesmos, como observadores em potencial. Vamos nos voltar para as tarefas di\u00e1rias como se n\u00e3o as conhec\u00eassemos, como se fosse a primeira vez que escovamos os dentes ou tomamos uma x\u00edcara de caf\u00e9, ou ainda cal\u00e7amos os sapatos, por exemplo. Olhemos para uma crian\u00e7a. Uma crian\u00e7a \u00e9 capaz de se maravilhar com o mais simples gesto. Vamos seguir o exemplo das crian\u00e7as, que s\u00e3o atentas, observadoras e agem de acordo com o que est\u00e3o sentindo, agem de acordo com sua natureza.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Talvez se nos \u201cdeix\u00e1ssemos levar\u201d pela vida e prest\u00e1ssemos aten\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos as respostas que sempre buscamos. Abrir os olhos para o inesperado, sem o medo que tanto influencia o ser humano, perceber que a todo momento somos guiados por m\u00e3os invis\u00edveis&#8230; O inesperado surge a todo instante se estivermos atentos. N\u00f3s \u00e9 que o transformamos em algo previs\u00edvel, calculado, rotineiro. Ent\u00e3o, perdeu-se o encanto, e n\u00f3s nos perdemos com ele.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Os dizeres de um livro, um filme, uma m\u00fasica, uma mensagem nas redes sociais, uma pessoa desconhecida que nos cumprimenta na rua, uma borboleta que pousa em nosso ombro, o canto de um p\u00e1ssaro, o sorriso de um beb\u00ea, a noite que cai&#8230; \u00c9 o inesperado acontecendo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Depois de tantos anos nos rendendo \u00e0 nossa rotina di\u00e1ria, tentando mant\u00ea-la sob nosso controle, nem que para isso tiv\u00e9ssemos nos tornado ref\u00e9ns do medo, intensificado pela sociedade em que vivemos, depois de tanto procurarmos uma forma de mudar nossas vidas, para que f\u00f4ssemos capazes de expressar nossos mais profundos desejos, tudo ainda parece igual. Tudo o que fazemos n\u00e3o d\u00e1 resultado e o c\u00edrculo continua girando sem sair do lugar.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Mas talvez, se durante certo per\u00edodo de tempo, pudermos observar intensamente nossa rotina di\u00e1ria, se pudermos seguir os passos de uma crian\u00e7a, como foi citado acima, algo, de maneira inesperada, possa nos saltar aos olhos. E ent\u00e3o, naturalmente, saber\u00edamos como proceder, como se a resposta sempre estivesse estado ao nosso alcance.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Carlos Eduardo Cavalini] carloseduardo.cavalini@hotmail.com Muitas vezes pensamos estar no controle de tudo o que nos acontece na vida. 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