{"id":2282,"date":"2024-05-05T14:33:11","date_gmt":"2024-05-05T17:33:11","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=2282"},"modified":"2024-05-05T14:47:53","modified_gmt":"2024-05-05T17:47:53","slug":"a-vida-e-a-morte-biologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2024\/05\/05\/a-vida-e-a-morte-biologica\/","title":{"rendered":"A vida e a morte biol\u00f3gica"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:22px\">Fabio Dionisi&nbsp;&nbsp; |&nbsp; &nbsp;fabiodionisi@terra.com.br<\/p>\n\n\n\n<p>___________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O fluido vital, tamb\u00e9m chamado de princ\u00edpio vital, \u00e9 uma forma modificada do fluido c\u00f3smico universal. Ele \u00e9 o elemento essencial para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Novamente em Allan Kardec, como sempre, encontramos um material riqu\u00edssimo a respeito do fluido vital; em O livro dos Esp\u00edritos<strong><sup> 1<\/sup><\/strong> <strong><sup>(intr. e cap. 4)<\/sup><\/strong> e em A g\u00eanese<strong><sup> 2<\/sup><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto ao fluido vital, ou princ\u00edpio vital, aprendemos com a Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita que sua origem \u00e9 o fluido c\u00f3smico universal. Adicionalmente, os Esp\u00edritos nos ensinaram que ele \u00e9 o elemento b\u00e1sico da vida corp\u00f3rea; sim, do corpo humano, uma vez que o Esp\u00edrito \u00e9 imortal, isto \u00e9, uma vez criado, n\u00e3o \u201cmorre\u201d nunca.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No entanto, embora o princ\u00edpio vital seja o elemento b\u00e1sico da vida, pois ele d\u00e1 a vida a todos os seres que o absorvem e assimilam, \u00e9 ao mesmo tempo um agente particular e uma propriedade da mat\u00e9ria organizada. Isto \u00e9, simultaneamente um efeito e uma causa, pois, a vida \u00e9 uma consequ\u00eancia (efeito) da a\u00e7\u00e3o do fluido vital sobre a mat\u00e9ria, mas, sem a mat\u00e9ria, esse agente n\u00e3o \u00e9 vida (causa).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Interessante observar que o fluido vital \u00e9 fator da exist\u00eancia da vida na mat\u00e9ria org\u00e2nica, e, ao mesmo tempo, ambos, fluido vital e mat\u00e9ria org\u00e2nica, elementos constituintes do Universo, t\u00eam a mesma origem, o fluido c\u00f3smico universal. <strong><sup>3 (p. 120)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Allan Kardec menciona, tamb\u00e9m, em sua introdu\u00e7\u00e3o, que, segundo a opini\u00e3o de alguns, o fluido vital (princ\u00edpio vital) n\u00e3o seria outro que o fluido el\u00e9trico animalizado, tamb\u00e9m designado por fluido magn\u00e9tico, fluido nervoso, etc. <strong><sup>1 (intr.; it. 2)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Este item, sobre o fluido vital, est\u00e1 muito bem desenvolvido em A g\u00eanese, do qual capturamos&nbsp; os pontos principais. <strong><sup>2 (cap. X; it. 16-19)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(1) No aspecto material, as plantas, os animais e os humanos s\u00e3o constitu\u00eddos dos mesmos elementos constituintes dos minerais.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(2) Apesar disso, na mat\u00e9ria org\u00e2nica (corpos org\u00e2nicos) existe um princ\u00edpio especial, que ainda n\u00e3o pode ser definido: o princ\u00edpio vital. Ele \u00e9 ativo no ser vivente, mas, esse princ\u00edpio se acha extinto no ser morto.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(3) Mesmo no ser morto, ele confere \u00e0 subst\u00e2ncia propriedades que a distinguem das subst\u00e2ncias inorg\u00e2nicas; tanto que a qu\u00edmica decomp\u00f5e e recomp\u00f5e a maior parte dos corpos inorg\u00e2nicos, mas, embora possamos decompor os corpos org\u00e2nicos, jamais conseguimos reconstitu\u00ed-los (exemplo: uma folha morta). Isso nos prova de que h\u00e1, nos corpos org\u00e2nicos, algo que n\u00e3o se encontra nos corpos inorg\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(4) Os seres org\u00e2nicos, ao se formarem, assimilam o princ\u00edpio vital, por ser necess\u00e1rio \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(5) Caso os \u00e1tomos se combinassem sem incorporar o princ\u00edpio vital, a mat\u00e9ria formada seria apenas um mineral (corpo inorg\u00e2nico).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(6) Por outro lado, se os \u00e1tomos se combinassem, incorporando o princ\u00edpio vital, este \u00faltimo modificaria a constitui\u00e7\u00e3o molecular desse corpo, gerando propriedades especiais; ao inv\u00e9s de uma mol\u00e9cula mineral, ter\u00edamos uma mol\u00e9cula org\u00e2nica.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(7) O princ\u00edpio vital, contudo, s\u00f3 \u00e9 ativo quando os \u00f3rg\u00e3os est\u00e3o em funcionamento (o mesmo caso da gasolina, que s\u00f3 \u00e9 ativa quando o motor funciona). Quando a atividade de um \u00f3rg\u00e3o cessa, como se d\u00e1 em caso de sua fal\u00eancia, gerando a morte do corpo humano, o princ\u00edpio vital se extingue (como o calor, quando a roda deixa de girar, cessando o atrito por ela gerado).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto a morte biol\u00f3gica, tamb\u00e9m seguiremos com Kardec.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Em seu cap\u00edtulo 4 de O livro dos Esp\u00edritos <strong><sup>1 (Q 68-70)<\/sup><\/strong>. Nele encontramos a explica\u00e7\u00e3o dada pelos Esp\u00edritos \u00e0 quest\u00e3o elaborada pelo Mestre Lion\u00eas sobre a morte dos seres org\u00e2nicos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto a causa da morte, podemos dizer que ela se d\u00e1 por (a) esgotamento dos \u00f3rg\u00e3os f\u00edsicos, (b) a n\u00e3o absor\u00e7\u00e3o\/produ\u00e7\u00e3o de fluido vital suficiente para manter a vida, ou (c) perda de fluido vital, a tal ponto que se atinge um m\u00ednimo n\u00e3o mais suficiente para sustentar a exist\u00eancia do corpo f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quando o ser org\u00e2nico morre, a mat\u00e9ria se decomp\u00f5e, sendo disponibilizada novamente para a natureza, e o princ\u00edpio vital volta \u00e0 massa de onde saiu.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Ao que, o ciclo pode se iniciar, novamente, formando novos organismos vivos, se houver a uni\u00e3o entre os elementos qu\u00edmicos existentes na natureza e o princ\u00edpio vital proveniente da fonte universal; e que, quando estes morrerem, restituir\u00e3o seus elementos constitutivos, mais uma vez, para essas duas fontes.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">De forma simplificada, pode-se dizer que os \u00f3rg\u00e3os se impregnam desse fluido vital, e essa combina\u00e7\u00e3o, entre os elementos materiais e o fluido vital, d\u00e1 a todas as partes do organismo uma atividade que as p\u00f5em em comunica\u00e7\u00e3o entre si, formando um todo vivo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No caso de les\u00e3o f\u00edsica, desde que n\u00e3o seja fatal, esta combina\u00e7\u00e3o normaliza as fun\u00e7\u00f5es momentaneamente perturbadas. No entanto, se as altera\u00e7\u00f5es forem profundas, a ponto de comprometerem o funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os ou sistemas, o fluido vital se torna impotente para manter o organismo vivo; como consequ\u00eancia, o ser morre, ou seja, desencarna.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A quantidade de fluido vital varia (a) de ser para ser, (b) de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie, e (c) entre seres da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na mesma esp\u00e9cie, por exemplo, no caso do ser humano, algumas pessoas podem encontrar-se saturadas desse fluido, enquanto outras podem possu\u00ed-lo apenas o suficiente para manter suas fun\u00e7\u00f5es ativas; da\u00ed, para alguns indiv\u00edduos, vida \u00e9 mais ativa, mais abundante.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O fluido vital \u00e9 consumido, mormente, nos processos metab\u00f3licos, por isso, embora o ser j\u00e1 contar, ao nascer, com certa quantidade de fluido vital, o corpo precisa ser constantemente abastecido deste fluido, por causa de sua constante utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto a isso, os seres vivos possuem a capacidade de (a) produzir, continuamente, fluido vital a partir do fluido c\u00f3smico universal (FCU), e, tamb\u00e9m, de (b) absorv\u00ea-lo e assimil\u00e1-lo a partir do alimento que ingere (Os alimentos, de origem org\u00e2nica, cont\u00eam fluido vital; antes de decomporem-se). <strong><sup>4 (cap. 2; p. 73-74)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Este se tornar\u00e1 insuficiente, para a conserva\u00e7\u00e3o da vida, se n\u00e3o for renovado atrav\u00e9s dos dois processos acima.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O terceiro mecanismo de absor\u00e7\u00e3o de fluido vital se d\u00e1 atrav\u00e9s da transfer\u00eancia de um indiv\u00edduo para outro, por transfus\u00e3o flu\u00eddica; um dos fundamentos em que se baseia o passe. <strong><sup>4 (cap. 2; p. 74)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A capacidade de processar o fluido c\u00f3smico (FCU), para a produ\u00e7\u00e3o de fluido vital, \u00e9 acentuada na inf\u00e2ncia, na juventude \u00e9 mais ou menos est\u00e1vel, mas a partir de certa idade ela se reduz progressivamente; por isso, da redu\u00e7\u00e3o paulatina da vitalidade do indiv\u00edduo, levando este ao envelhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A morte ocorre quando o organismo perde a capacidade de produzir e reter uma certa quantidade m\u00ednima de fluido vital (morte natural), ou quando uma les\u00e3o mais s\u00e9ria do corpo f\u00edsico provoca uma taxa de escoamento desse fluido em quantidades superiores \u00e0 sua capacidade de produ\u00e7\u00e3o ou de reposi\u00e7\u00e3o (morte acidental).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Os seres do mundo espiritual, por n\u00e3o possu\u00edrem fluido vital, necessitam de nosso concurso, como indispens\u00e1vel, para muitas tarefas assistenciais a que se prop\u00f5em (exemplo: doa\u00e7\u00e3o de fluido vital).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Fiquem em paz, pois tudo tem um come\u00e7o, meio e fim.<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><sup>1<\/sup> KARDEC, Allan. O livro dos Esp\u00edritos<em>.<\/em> 91. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><a><sup>2 <\/sup><\/a>KARDEC, Allan. A g\u00eanese, os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo. 16. ed. S\u00e3o Paulo: Lake, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><sup>3<\/sup> DIONISI, Fabio A. R. Medicina do Al\u00e9m. Um presente de Jesus para a humanidade. 2. ed. 8 impr. Ribeir\u00e3o Pires, SP: Editora Dionisi, 2018.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><sup>4 <\/sup>GURGEL, Luiz Carlos de M. O passe esp\u00edrita. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\">O autor \u00e9 editor, articulista, escritor, palestrante, jornalista; respons\u00e1vel pelo CE Recanto de Luz \u2013 Pronto Socorro Espiritual Irm\u00e3 Scheilla, em Ribeir\u00e3o Pires (SP). <a href=\"http:\/\/www.irmascheilla.org.br\">www.irmascheilla.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fabio Dionisi&nbsp;&nbsp; |&nbsp; &nbsp;fabiodionisi@terra.com.br ___________________________________________________________________________ O fluido vital, tamb\u00e9m chamado de princ\u00edpio vital, \u00e9 uma forma modificada do fluido c\u00f3smico<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2288,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,6],"tags":[],"class_list":["post-2282","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2282"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2289,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2282\/revisions\/2289"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}