{"id":2599,"date":"2025-08-16T17:44:34","date_gmt":"2025-08-16T20:44:34","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=2599"},"modified":"2025-08-16T18:02:16","modified_gmt":"2025-08-16T21:02:16","slug":"criacao-divina-segundo-a-codificacao-kardequiana-uma-abordagem-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2025\/08\/16\/criacao-divina-segundo-a-codificacao-kardequiana-uma-abordagem-cientifica\/","title":{"rendered":"Cria\u00e7\u00e3o Divina segundo a Codifica\u00e7\u00e3o Kardequiana. Uma abordagem cient\u00edfica."},"content":{"rendered":"\n<p style=\"font-size:22px\">[Fabio Dionisi] fabiodionisi@terra.com.br<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Caros leitores, h\u00e1 algum tempo estamos nos concentrando no estudo cient\u00edfico sobre o \u00e9ter c\u00f3smico (fluido universal) \u00e0 partir dos livros basilares da <strong>Doutrina Esp\u00edrita<\/strong>, conhecidos como <strong>Pentateuco Kardequiano<\/strong>, codificados por Allan Kardec; a saber:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">1) <strong>Livro dos Esp\u00edritos. <sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">2) <strong>O livro dos m\u00e9diuns, ou guia dos m\u00e9diuns e dos evocadores<\/strong>. <strong><sup>2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">3) <strong>Evangelho segundo o Espiritismo. <sup>3<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><strong>4) O C\u00e9u e o inferno, ou a justi\u00e7a de Deus segundo o Espiritismo<\/strong>. <strong><sup>4<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">5) <strong>A g\u00eanese. Os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo. <sup>5<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Para, em seguida, pesquisarmos a <strong>Revista Esp\u00edrita. Jornal de estudos psicol\u00f3gicos <sup>6<\/sup><\/strong>, publicada entre 1858 e 1869.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Vinculado ao tema, surgiu material \u00e0 respeito da Cria\u00e7\u00e3o Divina, o que \u00e9 natural uma vez que o \u00e9ter c\u00f3smico (fluido elementar) tem como origem o Criador.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Deste material, sempre com o foco voltado ao \u00e9ter c\u00f3smico, procuraremos abstrair algumas li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No LE &#8211; Q. 21, estudamos que somente Deus sabe quando a mat\u00e9ria foi criada, e, da\u00ed, desconhecemos o princ\u00edpio do \u00e9ter, por outro lado nos faz refletir que Deus deve t\u00ea-la criada sempre, ou seja, n\u00e3o houve um in\u00edcio! <em>\u201cA mat\u00e9ria existe de toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por Ele em certo momento? \u2014 \u201cS\u00f3 Deus o sabe. Entretanto, h\u00e1 uma coisa que a raz\u00e3o vos deve indicar: \u00e9 que Deus (&#8230;) nunca esteve inativo. (&#8230;) podereis conceb\u00ea-lo um segundo que seja na ociosidade?\u201d<\/em><strong><sup> 1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No mesmo Livro dos Esp\u00edritos, Q. 27, encontramos que existem dois elementos gerais do Universo: a mat\u00e9ria e o esp\u00edrito. <em>\u201cSim, e acima de tudo Deus, o Criador, o Pai de todas as coisas. Esses tr\u00eas elementos constituem o princ\u00edpio de tudo o que existe, a trindade universal.\u201d<\/em><strong><sup> 1 <\/sup><\/strong>Portanto, Deus criou o Esp\u00edrito e a mat\u00e9ria, dois elementos distintos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Tomemos o Esp\u00edrito. Na \u00e9poca, os pr\u00f3prios comunicantes disseram que a natureza \u00edntima do ser pensante (Esp\u00edrito lhes era inteiramente desconhecida. Encontra-se no LM \u2013 Q. 58: <em>\u201cA natureza \u00edntima do Esp\u00edrito propriamente dito, isto \u00e9, do ser pensante, \u00e9 para n\u00f3s inteiramente desconhecida.\u201d<\/em><strong><sup> 2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Sobre o mesmo tema, eles j\u00e1 haviam adiantado que n\u00e3o era f\u00e1cil analis\u00e1-la (LE \u2013 Q. 23a); mormente por conta de nossa linguagem. Por n\u00e3o ser algo apalp\u00e1vel, para n\u00f3s ele n\u00e3o \u00e9 nada; mas que, para eles, era alguma coisa, complementando que <em>\u201ccoisa nenhuma \u00e9 o nada e o nada n\u00e3o existe.\u201d<\/em><strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u201c<em>Qual a natureza \u00edntima do Esp\u00edrito? \u2014 N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil analisar o esp\u00edrito com a vossa linguagem. Para v\u00f3s, ele n\u00e3o \u00e9 nada, visto n\u00e3o ser uma coisa palp\u00e1vel; mas, para n\u00f3s, \u00e9 alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma \u00e9 o nada e o nada n\u00e3o existe.\u201d<\/em><strong><sup> 1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Mais tarde, na GE \u2013 Cap. IX, item 6, Kardec registraria que o princ\u00edpio espiritual n\u00e3o provem do elemento c\u00f3smico universal; caso contr\u00e1rio, ele estaria sujeito as vicissitudes da mat\u00e9ria (agrega\u00e7\u00e3o e desagrega\u00e7\u00e3o), o que n\u00e3o ocorre. Em outras palavras, Deus criou o princ\u00edpio inteligente e o princ\u00edpio material (elemento c\u00f3smico universal); ambos princ\u00edpios prov\u00eam da mesma fonte, mas, um n\u00e3o decorre do outro&#8230;<strong><sup> 3<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">As \u00faltimas quest\u00f5es deixam bem claro que o Esp\u00edrito n\u00e3o prov\u00e9m do fluido elementar, princ\u00edpio da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">J\u00e1 que falamos nele, no LM \u2013 Q. 74 (itens I e II), encontramos interessante afirmativa: o fluido universal n\u00e3o \u00e9 uma emana\u00e7\u00e3o da divindade; mas \u00e9 cria\u00e7\u00e3o de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Emanar, caro leitor, refere-se a originar-se ou ser proveniente de algo, como uma energia, um odor ou uma sensa\u00e7\u00e3o [h\u00e1 uma perda de algu\u00e9m ou de algo], enquanto criar envolve a a\u00e7\u00e3o de produzir algo novo, a partir do nada ou de elementos preexistentes.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>&nbsp;\u201cI. O <strong>fluido universal<\/strong> \u00e9 uma emana\u00e7\u00e3o da Divindade? \u2014 N\u00e3o.\u201d \u201cII. \u00c9 uma cria\u00e7\u00e3o da divindade? \u2014 Tudo foi criado, exceto Deus.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Um segundo ponto extra\u00eddo desta mesma Q. 74, \u00e9 que n\u00e3o podemos concluir que, na obra de Allan Kardec, este termo \u201cfluido universal\u201d se refira somente ao material primeiro da cria\u00e7\u00e3o Divina.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Embora no seu item III (Q. 74) diga: que o fluido universal \u00e9 o pr\u00f3prio elemento universal. O princ\u00edpio elementar de todas as coisas [<em>\u201cO <strong>fluido universal<\/strong> \u00e9 o pr\u00f3prio <strong>elemento universal<\/strong>? \u2014 Sim, \u00e9 o <strong>princ\u00edpio elementar<\/strong> de todas as coisas.\u201d<\/em>], na mesma quest\u00e3o, no item V, encontramos que ele se modifica, mas continua recebendo a mesma designa\u00e7\u00e3o: <em>\u201cComo o <strong>fluido universal<\/strong> se nos apresenta na sua maior simplicidade? \u2014 Para encontr\u00e1-lo na simplicidade absoluta, seria preciso remontar aos Esp\u00edritos puros. No vosso mundo, ele est\u00e1 sempre mais ou menos modificado, para formar a mat\u00e9ria compacta que vos rodeia. Podeis dizer, entretanto, que ele mais se aproxima dessa simplicidade no fluido que chamais fluido magn\u00e9tico animal.\u201d <\/em>Portanto, ele se modifica, mas continua recebendo a mesma designa\u00e7\u00e3o. Tanto que, por exemplo, no LE &#8211; Q. 94<strong><sup> 1<\/sup><\/strong> podemos ler: <em>\u201cfluido universal de cada globo.<\/em> <em>\u00c9 por isso que ele <\/em>[perisp\u00edrito] <em>n\u00e3o \u00e9 o mesmo em todos os mundos\u201d<\/em> . A terminologia continua sendo a mesma&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Outro aprendizado interessante est\u00e1 no LM \u2013 Q. 75:<strong><sup> 2<\/sup><\/strong> o fluido universal cont\u00e9m o princ\u00edpio da vida (pertinente a mat\u00e9ria; como, por exemplo, perisp\u00edrito, corpo f\u00edsico, plantas, corpo dos animais, etc.). O fluido universal \u00e9 a fonte da vida [<em>\u201c(&#8230;) o fluido universal, que encerra o princ\u00edpio da vida.\u201d<\/em>]; mas, s\u00f3 anima a mat\u00e9ria, n\u00e3o sendo, todavia, a fonte da intelig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u00c9, exatamente, no item VI do LM \u2013 Q. 74 que afirma que o fluido universal \u00e9 a fonte da intelig\u00eancia, mas que n\u00e3o \u00e9 a fonte da intelig\u00eancia; ele s\u00f3 anima a mat\u00e9ria.<strong><sup> 2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>(LM \u2013 Q. 74) VI. Afirmou-se que o <strong>fluido universal<\/strong> \u00e9 a fonte da vida: seria ao mesmo tempo a fonte da intelig\u00eancia? \u2014 \u201cN\u00e3o, esse fluido s\u00f3 anima a mat\u00e9ria.\u201d<\/em><strong><sup> 2<\/sup><\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Sobre a cria\u00e7\u00e3o, um dos materiais mais fartos e importante, na obra kardequiana, pode ser encontrado na GE \u2013 Cap. VI, item 15 [fonte: Galileu].<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cO come\u00e7o absoluto das coisas remonta, pois, a Deus. As sucessivas apari\u00e7\u00f5es delas <\/em>[coisas] (&#8230;) <em>constituem a ordem da <strong>cria\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua<\/strong>. (&#8230;) que se desdobraram <strong>nesses tempos antigos, em que nenhuma das maravilhas do Universo atual existia<\/strong>; <strong>nessa \u00e9poca primitiva em que<\/strong>, tendo-se feito ouvir a voz do Senhor<strong>, os materiais que no futuro haviam de agregar-se por si mesmos<\/strong> e simetricamente, para formar o templo da Natureza, <strong>se encontraram de s\u00fabito no seio dos v\u00e1cuos infinitos (&#8230;). <\/strong>O mundo, no nascedouro, n\u00e3o se apresentou (&#8230;) na plenitude da sua vida, n\u00e3o. O poder criador nunca se contradiz e, como todas as coisas, o Universo nasceu crian\u00e7a. <strong>Revestido das leis mencionadas acima e da impuls\u00e3o inicial inerente \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o mesma,<\/strong> a mat\u00e9ria C\u00f3smica primitiva fez que sucessivamente nascessem turbilh\u00f5es, aglomera\u00e7\u00f5es desse fluido difuso, amontoados de mat\u00e9ria nebulosa que se cindiram por si pr\u00f3prios e se modificaram ao infinito para gerar, nas regi\u00f5es incomensur\u00e1veis da amplid\u00e3o, diversos centros de cria\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas ou sucessivas.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>Em virtude das for\u00e7as que predominaram sobre um ou sobre outro deles <\/em>[centros] <em>e das circunst\u00e2ncias ulteriores<\/em> <em>que presidiram aos seus desenvolvimentos, esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial: uns, menos disseminados no espa\u00e7o e mais ricos em princ\u00edpios e em for\u00e7as atuantes, come\u00e7aram desde logo a sua particular vida astral; os outros, ocupando ilimitada extens\u00e3o, cresceram com lentid\u00e3o extrema, ou de novo se dividiram em outros centros secund\u00e1rios<\/em> [Galileu]<em>\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Resumindo, temos que o come\u00e7o absoluto das coisas remonta, pois, a Deus. Sua cria\u00e7\u00e3o \u00e9 perp\u00e9tua; mas, segundo este item da <strong>G\u00eanese<\/strong>, teve um princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">L\u00e1 atr\u00e1s, houve uma \u00e9poca em que nada existia neste Universo. Repentinamente, os materiais que haveriam de se agregar (por si mesmos e simetricamente) para formar toda Natureza, encontraram-se (apareceram) de s\u00fabito no seio dos v\u00e1cuos infinitos.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Neste momento, Deus fez com que iniciasse a forma\u00e7\u00e3o das coisas no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O Universo n\u00e3o surgiu feito, nasceu como uma crian\u00e7a nasce; por\u00e9m, j\u00e1 possuidor (a) das leis necess\u00e1rias e (b) com a impuls\u00e3o inicial inerente \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o mesma. A mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva fez que sucessivamente nascessem turbilh\u00f5es, aglomera\u00e7\u00f5es desse fluido difuso, amontoados de mat\u00e9ria nebulosa que se agregaram (por si pr\u00f3prios; sem um agente externo atuando; j\u00e1 era inerente nela mesma) e se modificaram ao infinito para gerar diversos centros de cria\u00e7\u00f5es (simult\u00e2neas ou de forma sucessivas).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Reparem: a mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva criou (movida pelas suas leis e impulso pr\u00f3prio) turbilh\u00f5es, a\u00ed se criaram (a) fluidos difusos e (b) aglomera\u00e7\u00f5es de mat\u00e9ria sutil, que se modificaram at\u00e9 formarem, por sua vez, centros de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Em fun\u00e7\u00e3o (a) das for\u00e7as que predominaram no momento (uma sobre outras) e (b) de circunst\u00e2ncias (eventos e condi\u00e7\u00f5es) que ocorreram depois, que direcionaram aos seus desenvolvimentos, esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial [n\u00e3o \u00e9 no sentido biol\u00f3gico]: (1) alguns, mais concentrados e mais ricos em princ\u00edpios e em for\u00e7as atuantes, come\u00e7aram desde logo a sua particular vida astral; enquanto (2) outros, muito disseminados\/espalhados no espa\u00e7o, (2a) cresceram com extrema lentid\u00e3o, ou (2b), de novo, dividiram-se em outros centros secund\u00e1rios [de cria\u00e7\u00e3o].<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Caros leitores, esperamos que tenham apreciado, at\u00e9 este ponto. Mas, ainda temos mais material sobre a Cria\u00e7\u00e3o Divina. Como por exemplo que o Esp\u00edrito tamb\u00e9m pode cocriar.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No longo texto do LM \u2013 Q. 128, temos que os instrumentos do Esp\u00edrito para criar \u00e0 partir do elemento universal s\u00e3o a vontade e a permiss\u00e3o de Deus. Podemos dizer que Deus principia e o Esp\u00edrito d\u00e1 continuidade \u00e0 obra do Pai, cocriando \u00e0 partir do elemento universal criado por Ele.<strong><sup> 2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na <strong>G\u00eanese<\/strong>, gra\u00e7as as comunica\u00e7\u00f5es transcritas de Galileu, encontramos muito material relacionado \u00e0s nossas pesquisa. Tanto que, mais uma vez, at\u00e9 aqui, na GE \u2013 Cap. VI, item 18, sobre a mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva, temos: <em>\u201c(&#8230;) compenetremos dessa no\u00e7\u00e3o: que a mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva era revestida, n\u00e3o s\u00f3 das leis que asseguram a estabilidade dos mundos, mas ainda do princ\u00edpio vital universal que forma gera\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas <\/em><strong>[gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea]<\/strong> <em>sobre cada mundo, \u00e0 medida que se manifestam as condi\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia sucessiva dos seres, quando soa a hora da apari\u00e7\u00e3o dos filhos da vida, durante o per\u00edodo criador.\u201d<\/em><strong><sup> 1<\/sup><\/strong><em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Deste texto, sobre a mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva, podemos registrar que ela \u00e9 revestida: (a) das leis [cont\u00e9m as leis] que asseguram a estabilidade dos mundos, (b) do [cont\u00e9m o] princ\u00edpio vital universal. Este princ\u00edpio vital forma <strong>gera\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas<\/strong>, quando existem as condi\u00e7\u00f5es para isso (que as condi\u00e7\u00f5es permitam que a esp\u00e9cie possa ter continuidade\/multiplicar-se) e no momento em que surge o per\u00edodo criador (a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ocorre nos per\u00edodos iniciais; por exemplo, na Terra j\u00e1 n\u00e3o ocorre mais, pois n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Isso ocorre somente quando as condi\u00e7\u00f5es permitem e soa a hora da cria\u00e7\u00e3o (durante o per\u00edodo da cria\u00e7\u00e3o, num dado orbe).<\/p>\n\n\n\n<p>Gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea: quem a provoca \u00e9 o fluido c\u00f3smico universal (mat\u00e9ria c\u00f3smica). Nele reside o princ\u00edpio vital que d\u00e1 nascimento \u00e0 vida dos seres&#8230; e a perpetua sobre cada globo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Completando o item anterior, na pr\u00f3pria GE \u2013 Cap. VI, item 18, encontramos que : <em>\u201cAssim se efetua a cria\u00e7\u00e3o universal. Portanto, \u00e9 verdadeiro dizer que, sendo as opera\u00e7\u00f5es da Natureza a express\u00e3o da vontade divina, Deus sempre tem criado, cria sem cessar, e criar\u00e1 sempre.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O princ\u00edpio da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 universal (acabamos de descrever o processo).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O que acontece na Natureza (o fluido c\u00f3smico primitivo cont\u00e9m as leis e o princ\u00edpio vital universal, inerentes ao processo de cria\u00e7\u00e3o) \u00e9 express\u00e3o da vontade de Deus; e que Deus sempre criou e continuar\u00e1 a criar.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u00c0 exemplo do LM \u2013 Q. 74, quando encontramos que o fluido universal n\u00e3o \u00e9 uma emana\u00e7\u00e3o da divindade, mas, sim, uma cria\u00e7\u00e3o de Deus, isso tamb\u00e9m \u00e9 dito na RE \u2013 Junho, 1858, no artigo: Teoria das manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, sobre o fluido universal (a subst\u00e2ncia et\u00e9rea que envolve os planetas, temos que ele n\u00e3o \u00e9 uma emana\u00e7\u00e3o de Deus, mas Sua cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Vejamos agora a RE \u2013 Novembro, 1859, o artigo: Fragmentos de um poema Esp\u00edrita do senhor de Porry.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Primeira passagem: <em>\u201cTudo repousa nele<\/em> [Deus]<em>: a mat\u00e9ria e o Esp\u00edrito; que vos retire seu sopro&#8230; e o Universo perece.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Caso este H\u00e1lito Divino parasse de verter, tudo acabaria; como que se ele tivesse que ser emitido continuamente para sustentar o que j\u00e1 existe (lembrando que, al\u00e9m de sua fun\u00e7\u00e3o criadora, a de continuar a criar continuamente).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Segunda passagem: <em>\u201c\u00c9 ele<\/em> [Deus]<em> quem nos anima e quem move nossos \u00f3rg\u00e3os; \u00e9 ele quem pensa em n\u00f3s; todos os seres diversos.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">No nosso modo de ler as palavras, interpretamos que Deus age em n\u00f3s (anima nosso corpo e possibilita que pensemos) atrav\u00e9s do fluido c\u00f3smico que disponibiliza em todo o Universo. Vimos que o fluido vital \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o do fluido elementar. E \u00e9 ele que anima o nosso corpo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">N\u00f3s assimilamos o fluido c\u00f3smico e o usamos para verter o nosso pensamento.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cO homem desencarnado verte de sua alma um fluido vivo, multiforme, ardente, incessante, que pode ser considerado como um subproduto do fluido c\u00f3smico que foi assimilado.\u201d<\/em><strong><sup> 7 (p. 147)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Explica\u00e7\u00e3o, esta, de um estudo realizado pela AME de S\u00e3o Paulo, sobre a frase de Andr\u00e9 Luiz: <em>\u201cEsse flu\u00eddo \u00e9 o seu pr\u00f3prio pensamento cont\u00ednuo<\/em> [do homem]<em>, gerando potenciais energ\u00e9ticos com que n\u00e3o havia sonhado.\u201d <\/em><strong><sup>7 <\/sup><\/strong><strong><sup>(cap. 13; p. 96)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Terceira passagem: <em>\u201cO Eterno tira tudo de sua pr\u00f3pria natureza, mas n\u00e3o se confunde com a sua criatura (&#8230;). Obra de seu Pensamento, obra de sua Palavra, cada cria\u00e7\u00e3o de seu seio parte&#8230; e voa, num c\u00edrculo tra\u00e7ado por inflex\u00edveis leis (&#8230;). Como o artista, Deus pensa antes de produzir.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Ele tira de sua natureza, tanto que verte o H\u00e1lito Divino. Do H\u00e1lito Divino se cria toda a mat\u00e9ria; mas, a mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 Ele; por isso que Deus n\u00e3o pode ser confundido com a Sua cria\u00e7\u00e3o; assim, como a Sua criatura n\u00e3o \u00e9 parte Dele.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Todo o processo de cria\u00e7\u00e3o inicia com o \u201cpensamento\u201d; toda \u201cobra\u201d \u00e9 decorr\u00eancia de um pensamento, neste caso, o de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Obra de sua palavra: obra do \u201cverbo criador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cNo princ\u00edpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (Jo\u00e3o 1:1).\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Cada cria\u00e7\u00e3o prov\u00e9m, transforma\u00e7\u00e3o por transforma\u00e7\u00e3o, do princ\u00edpio elementar, oriundo do H\u00e1lito Divino (fluido elementar) <strong><sup>8 (cap. 4; p. 43<\/sup><\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Este fluido elementar cont\u00e9m as propriedades e leis (inflex\u00edveis) que o orientam no seu processo criador.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">&nbsp;Quarta passagem: <em>\u201cOra, fonte inesgot\u00e1vel de seres indiferentes e de globos semeados no imenso Universo, Deus, a For\u00e7a sem freio, de sua Vida eterna: \u00e0s suas cria\u00e7\u00f5es transmite uma centelha.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Deus cria tudo: mat\u00e9ria e Esp\u00edrito.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">A primeira etapa do processo criador \u00e9 o \u201cpensamento\u201d (algo surge no pensamento). Que se transforma (segunda etapa do processo criador) em algo que \u00e9 criado (toma uma forma, um corpo).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Transmite \u00e0 tudo que cria uma centelha da vida. Tudo tem vida, vegetal, animal e humana, inclusive a pr\u00f3pria mat\u00e9ria (toda forma de movimento nos \u00e1tomos, n\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m vida?). Tudo que tem movimento, mesmo que somente internos (vibra\u00e7\u00e3o, transla\u00e7\u00e3o, rotacional), tem vida&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O Verbo jorra de sua Onipot\u00eancia: <em>\u201cO livro ou o quadro pelo artista inventado, produto inerte, jaz na imobilidade, mas <strong>o Verbo jorra de sua Onipot\u00eancia, Dele se destaca e se move em sua pr\u00f3pria exist\u00eancia, sem cessar ele se transforma e jamais perece<\/strong>.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">\u00c0 princ\u00edpio pensamos tratar-se do H\u00e1lito Divino [mat\u00e9ria elementar; fluido elementar], mas se trata do princ\u00edpio inteligente, como constataremos nos pr\u00f3ximos par\u00e1grafos. O Verbo [princ\u00edpio inteligente] jorra de Deus; e torna-se algo separado de Deus (se destaca); e \u00e9 imortal (sempre existir\u00e1).<em><\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">O Verbo [princ\u00edpio inteligente] tem exist\u00eancia (vida) pr\u00f3pria; ou seja, ele \u00e9 dotado de propriedades que o conduz, o direciona e se transforma [evolui] sempre.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Verbo Criador se eleva do mineral para a planta, desta para o animal e, por fim, desperta no homem: <em>\u201cDo inerte metal se elevando ao Esp\u00edrito, o <strong>Verbo criador<\/strong> na planta dormita, sonha no animal, e no homem desperta; de grau em grau, descendo e subindo<\/em> [tanto para cima como para baixo]<em>, da Cria\u00e7\u00e3o o conjunto radioso, sobre as ondas do <strong>\u00e9ter <\/strong>forma uma cadeia imensa que o arcanjo termina, que a pedra come\u00e7a\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Na sua caminhada, desde o mineral at\u00e9 o hominal e, por fim, o arcanjo, ou seja, pelo reino mineral, vegetal, animal, hominal, chegando ao angelical.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quando comparamos esta frase: com a passagem em <strong>O problema do ser, do destino e da dor<\/strong> (L\u00e9on Denis), conclu\u00edmos, mais uma vez, que o Verbo criador deve ser a intelig\u00eancia:<em> \u201cA lei do progresso n\u00e3o se aplica somente ao homem; \u00e9 universal. H\u00e1, em todos os reinos da Natureza, uma evolu\u00e7\u00e3o que foi reconhecida pelos pensadores de todos os tempos. Desde a c\u00e9lula verde, desde o embri\u00e3o errante, boiando \u00e0 flor das \u00e1guas, a cadeia das esp\u00e9cies tem-se desenrolado atrav\u00e9s de s\u00e9ries variadas, at\u00e9 n\u00f3s. Cada elo dessa cadeia representa uma forma da exist\u00eancia que conduz a uma forma superior, a um organismo mais rico, mais bem adaptado \u00e0s necessidades, \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es crescentes da vida; <strong>mas, na escala da evolu\u00e7\u00e3o, o pensamento, a consci\u00eancia e a liberdade s\u00f3 aparecem passados muitos graus. Na planta a intelig\u00eancia dormita; no animal ela sonha; s\u00f3 no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente; a partir da\u00ed o progresso, de alguma sorte fatal nas formas inferiores da Natureza, s\u00f3 se pode realizar pelo acordo da vontade humana com as leis Eternas<\/strong>.\u201d <\/em><strong><sup>9<\/sup><\/strong><strong><sup> (pt. I; cap. IX; p. 122-123)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cSobre as ondas do \u00e9ter\u201d <\/em>&#8211; Minha leitura: esta caminhada toda ocorre no meio do \u00e9ter (que, como vimos, encontra-se em tudo e em todo lugar; tudo est\u00e1 imerso nele).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\"><em>\u201cDe grau em grau, descendo e subindo\u201d<\/em>: tanto para cima como para baixo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na RE \u2013 Novembro, 1861, no artigo: O fluido universal, encontramos que <em>&nbsp;\u201co fluido universal liga entre si todos os mundos; e, segundo as correntes que lhe s\u00e3o imprimidas pela vontade do Criador, d\u00e1 todos os fen\u00f4menos da cria\u00e7\u00e3o.\u201d <\/em>Aqui temos, por exemplo, que como ele preenche todo o Universo, estando em tudo, ele acaba sendo um meio de liga\u00e7\u00e3o entre todos os orbes.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">De acordo com a vontade de Deus, \u00e9 atrav\u00e9s do fluido universal que ocorrem todos os fen\u00f4menos da cria\u00e7\u00e3o (mat\u00e9ria). Toda a mat\u00e9ria \u00e9 criada a partir dele; e, mais ainda, ele \u00e9 que cria cada uma delas, \u00e0 partir do comando de Deus.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Este comando de Deus tanto poderia ser: (1) de forma espont\u00e2nea, pois ele tem propriedades que o levam a realizar isso [Deus lhes imputou (conferiu) leis], ou (2) diretamente da vontade do Pai, que atua sobre ele quando assim o deseja.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto ao item (1), relembremos o que j\u00e1 estudamos:<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(a) <em>\u201c\u00c9 ele que \u00e9 a pr\u00f3pria vida, e que liga as diferentes mat\u00e9rias do nosso globo.\u201d <\/em>(RE \u2013 Novembro, 1861. O fluido universal).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">(b) <em>\u201c(&#8230;) compenetremos dessa no\u00e7\u00e3o: que a mat\u00e9ria c\u00f3smica primitiva era revestida, n\u00e3o s\u00f3 das leis que asseguram a estabilidade dos mundos, mas ainda do princ\u00edpio vital universal que forma gera\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas <\/em><strong>[gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea]<\/strong> <em>sobre cada mundo, \u00e0 medida que se manifestam as condi\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia sucessiva dos seres, quando soa a hora da apari\u00e7\u00e3o dos filhos da vida, durante o per\u00edodo criador.\u201d<\/em> (GE \u2013 Cap. VI, item 18. A cria\u00e7\u00e3o universal)<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Pelo item (a) acima, podemos dizer (hip\u00f3tese de trabalho) que, pelo fato de que as coisas decorrem dele [fluido universal], pela vontade Divina, <em>\u201cele \u00e9 a pr\u00f3pria vida\u201d<\/em>&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Curiosa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 esta: <em>\u201cque liga as diferentes mat\u00e9rias do nosso globo.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Poder\u00edamos ter alguns sentidos, a respeito: (i) ele est\u00e1 presente em todo lugar, por isso, seria o meio de liga\u00e7\u00e3o (o que nos parece simplista&#8230;) e (ii) \u00e9 agente de liga\u00e7\u00e3o (aglutina\u00e7\u00e3o) da mat\u00e9ria (que provoca sua constitui\u00e7\u00e3o na forma de um agregado, como \u00e9 o caso, por exemplo, de uma rocha).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na RE \u2013 Mar\u00e7o, 1866 \u2013 Introdu\u00e7\u00e3o ao estudo dos fluidos espirituais (Item VII), Kardec escreveu: <em>\u201c<strong>Mois\u00e9s acrescenta:<\/strong> \u2018E lhe deu uma alma viva, feita \u00e0 sua semelhan\u00e7a\u2019. Ele fez assim uma <strong>distin\u00e7\u00e3o entre a alma e o corpo; indica que ela \u00e9 de uma natureza diferente, que n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria, mas espiritual e imaterial como Deus <\/strong>(&#8230;). Estas palavras: \u00e0 sua semelhan\u00e7a, implicam em uma similitude e n\u00e3o uma identidade. Se Mois\u00e9s tivesse considerado a alma como uma por\u00e7\u00e3o da Divindade, teria dito: Deus o anima dando-lhe uma alma tirada de sua pr\u00f3pria subst\u00e2ncia, como disse que o corpo fora tirado da terra (&#8230;).\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Perceba que h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o entre Esp\u00edrito e corpo: enquanto o Esp\u00edrito \u00e9 espiritual e imaterial, o corpo \u00e9 mat\u00e9ria e ponder\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Na <strong>Doutrina Esp\u00edrita<\/strong> aprendemos que Deus criou o Esp\u00edrito e a mat\u00e9ria; portanto, duas coisas distintas (diferentes).<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Quanto \u00e0 alma ser semelhante a Deus, temos que s\u00e3o duas coisas diferentes. N\u00e3o fomos feitos da subst\u00e2ncia do Criador; nada foi tirado Dele.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:24px\">Assim, conclu\u00edmos esta tema; mas, sem deixar de registrar que \u00e9 muito interessante o n\u00edvel de informa\u00e7\u00e3o recebida \u00e0 respeito da Cria\u00e7\u00e3o Divina, j\u00e1 no s\u00e9culo XIX!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>1<\/sup><\/strong> KARDEC, Allan. <strong>O livro dos Esp\u00edritos.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Evandro Noleto Bezerra. 3. ed. edi\u00e7\u00e3o comemorativa. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2007.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>2<\/sup><\/strong> KARDEC, Allan. <strong>O livro dos m\u00e9diuns. Ou guia dos m\u00e9diuns e dos evocadores<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o de J. Herculano Pires. 29. ed. S\u00e3o Paulo: Lake, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>3<\/sup><\/strong><strong> <\/strong>Kardec, Allan. <strong>O Evangelho segundo o Espiritismo.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de J. Herculano Pires. 83. ed. S\u00e3o Paulo, SP: Lake, 2020. <strong><s><sup>&nbsp;<\/sup><\/s><\/strong><strong><s><sup><\/sup><\/s><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>4<\/sup><\/strong> KARDEC, Allan. <strong>O c\u00e9u e o inferno, ou Justi\u00e7a Divina segundo o Espiritismo.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Teixeira de Paula e J. Herculano Pires. 10. ed. S\u00e3o Paulo, SP: Lake, 2002.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>5<\/sup><\/strong> KARDEC, Allan. <strong>A g\u00eanese. Os milagres e as predi\u00e7\u00f5es segundo o Espiritismo.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o&nbsp; de J. Herculano Pires. 16. ed. S\u00e3o Paulo, SP: Lake, 1989.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><strong><sup>6 <\/sup><\/strong>KARDEC, Allan. <strong>Revista Esp\u00edrita. Jornal de estudos psicol\u00f3gicos.<\/strong> Cole\u00e7\u00e3o. 1858 a 1869. Tradu\u00e7\u00e3o de Salvador Gentile. Araras: Instituto de Difus\u00e3o Esp\u00edrita, 1993.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\">7 <strong>Boletim M\u00e9dico-Esp\u00edrita N<sup>o<\/sup> 5<\/strong>. Ciclo de estudos sobre a obra \u201cEvolu\u00e7\u00e3o em dois mundos\u201d. Apresentada pelo Dr. Paulo Bearzoti. Outubro de 1987. Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dico-Esp\u00edrita de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo: Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dico-Esp\u00edrita, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><a><strong><sup>8<\/sup><\/strong><\/a> XAVIER, Francisco C\u00e2ndido. <strong>Mecanismos da Mediunidade. <\/strong>Ditado pelo Esp\u00edrito Andr\u00e9 Luiz. 10. ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1987.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"font-size:22px\"><a><strong><sup>9 <\/sup><\/strong><\/a>DENIS, L\u00e9on. <strong>O problema do ser, do destino e da dor.<\/strong> 15.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1989.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Fabio Dionisi] fabiodionisi@terra.com.br Caros leitores, h\u00e1 algum tempo estamos nos concentrando no estudo cient\u00edfico sobre o \u00e9ter c\u00f3smico (fluido universal)<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2602,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[27,6],"tags":[],"class_list":["post-2599","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2599","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2599"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2599\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2604,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2599\/revisions\/2604"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2599"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2599"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2599"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}