{"id":2786,"date":"2026-06-04T19:14:37","date_gmt":"2026-06-04T22:14:37","guid":{"rendered":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/?p=2786"},"modified":"2026-06-04T19:18:19","modified_gmt":"2026-06-04T22:18:19","slug":"editorial-no-148-junho-2026-e-quanto-ao-tema-das-evocacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/2026\/06\/04\/editorial-no-148-junho-2026-e-quanto-ao-tema-das-evocacoes\/","title":{"rendered":"EDITORIAL No 148 (Junho, 2026) &#8211; \u201cE quanto ao tema das evoca\u00e7\u00f5es?\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Editor respons\u00e1vel: Fabio Dionisi<\/strong><br>[Fabio Dionisi] <a href=\"mailto:dutra2507@hotmail.com\">fabiodionisi@terra.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>_____________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o faz muito tempo que um confrade nos perguntou por que as evoca\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais uma pr\u00e1tica comum. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 nada de mal em faz\u00ea-las, e por isso n\u00e3o deveriam ser abandonadas em nossas reuni\u00f5es, propondo mesmo que fossem retomadas. Na \u00e9poca fomos contr\u00e1rios, mas confessamos que n\u00e3o demos maior aten\u00e7\u00e3o a respeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, por motivos outros, nos deparamos com o assunto alguns meses depois.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 exatamente isso que queremos compartilhar hoje com nossos caros leitores.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, Kardec foi o primeiro a desenvolver o tema, tanto que dedicou um cap\u00edtulo inteiro em <strong>O Livro dos M\u00e9diuns<\/strong>.<strong><sup>1 <\/sup><\/strong>Onde trata de quais Esp\u00edritos podem ser evocados, que tipo de linguagem deve ser usada, da utilidade das evoca\u00e7\u00f5es particulares, das evoca\u00e7\u00f5es de encarnados, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se foi uma pr\u00e1tica comum naqueles tempos, acreditamos que hoje em dia devam ser evitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que esta nossa posi\u00e7\u00e3o? Porque n\u00e3o somos favor\u00e1veis \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es. Preferimos que as manifesta\u00e7\u00f5es ocorram de forma espont\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o que elas devam ser proibidas. Isso n\u00e3o! Pois seria interferir no livre-arb\u00edtrio das pessoas. E se Deus o respeita, quem somos n\u00f3s para n\u00e3o faz\u00ea-lo tamb\u00e9m&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Como generalizar \u00e9 problem\u00e1tico, precisamos considerar que existam situa\u00e7\u00f5es em que se fa\u00e7am necess\u00e1rias, como, por exemplo, durante um trabalho de desobsess\u00e3o, ou quando, como dirigentes de uma institui\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, buscamos a orienta\u00e7\u00e3o do seu Esp\u00edrito coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, precisamos ponderar antes de faz\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<p>Para come\u00e7ar, existem dois problemas complexos a serem superados:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ter a certeza de que o Esp\u00edrito que se apresenta \u00e9 realmente aquele que foi evocado;<\/li>\n\n\n\n<li>A pr\u00e1tica, muito comum, de se usar destas comunica\u00e7\u00f5es para fins exclusivamente pessoais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ademais, se na \u00e9poca da Codifica\u00e7\u00e3o elas foram importantes, n\u00e3o o s\u00e3o mais nos dias atuais. Naquele s\u00e9culo, os Esp\u00edritos lideravam ou participavam de sua elabora\u00e7\u00e3o; por este motivo, de acordo com a expertise necess\u00e1ria, ou da experi\u00eancia que se queria capturar, buscava-se o desencarnado mais adequado ao estudo em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este tempo passou. Se o trabalho de estudo era o foco naquela \u00e9poca, agora a nossa evolu\u00e7\u00e3o moral deve ser objeto das nossas aten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A bem da verdade, \u00e9 mister n\u00e3o olvidar de que Allan Kardec tamb\u00e9m discutiu este assunto: comunica\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas e evoca\u00e7\u00f5es. E, embora tenha mantido uma posi\u00e7\u00e3o assaz neutra a respeito, cuidou de expor suas dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cQ.269. Os Esp\u00edritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto \u00e9, vir por evoca\u00e7\u00e3o. Pensam algumas pessoas que todos devem abster-se de evocar tal ou tal Esp\u00edrito e ser prefer\u00edvel que se espere aquele que queira comunicar-se.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fundam-se em que, chamando determinado Esp\u00edrito, n\u00e3o podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, ao passo que aquele que vem espontaneamente, (&#8230;) melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter conosco. Em nossa opini\u00e3o, isso \u00e9 um erro: primeiramente, porque h\u00e1 sempre ao redor de n\u00f3s Esp\u00edritos, as mais das vezes de condi\u00e7\u00e3o inferior, que outra coisa n\u00e3o querem sen\u00e3o comunicar-se; em segundo lugar e mesmo por esta \u00faltima raz\u00e3o, n\u00e3o chamar a nenhum em particular \u00e9 abrir a porta a todos os que queiram entrar. (&#8230;)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>A chamada direta de determinado Esp\u00edrito constitui um la\u00e7o entre ele e n\u00f3s; chamamo-lo pelo nosso desejo e opomos assim uma esp\u00e9cie de barreira aos intrusos. Sem uma chamada direta, um Esp\u00edrito nenhum motivo ter\u00e1 muitas vezes para vir confabular conosco (&#8230;).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Cada uma destas duas maneiras de operar tem suas vantagens e haveria inconveniente apenas se exclu\u00edssemos qualquer uma delas. As comunica\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas inconveniente nenhum apresentam, quando se est\u00e1 senhor dos Esp\u00edritos e certo de n\u00e3o deixar que os maus tomem a dianteira. Ent\u00e3o, \u00e9 quase sempre bom aguardar a boa-vontade dos que se disponham a comunicar-se, porque nenhum constrangimento sofre o pensamento deles e dessa maneira se podem obter coisas admir\u00e1veis; entretanto, pode suceder que o Esp\u00edrito por quem se chama n\u00e3o esteja disposto a falar, ou n\u00e3o seja capaz de faz\u00ea-lo no sentido desejado. O exame escrupuloso, que temos aconselhado, \u00e9, ali\u00e1s, uma garantia contra as comunica\u00e7\u00f5es m\u00e1s. Nas reuni\u00f5es regulares, naquelas, sobretudo, em que se faz um trabalho continuado, h\u00e1 sempre Esp\u00edritos habituais que a elas comparecem, sem que sejam chamados (&#8230;). Tomam, ent\u00e3o, frequentemente a palavra, de modo espont\u00e2neo, para tratar de um assunto qualquer, desenvolver uma proposi\u00e7\u00e3o ou prescrever o que se deva fazer, caso em que s\u00e3o facilmente reconhec\u00edveis, quer pela forma da linguagem, que \u00e9 sempre id\u00eantica, quer pela escrita, quer por certos h\u00e1bitos que lhes s\u00e3o peculiares. (&#8230;)&#8221;<\/em>.<strong><sup>1<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao nosso parecer, a mesma linha de pensamento \u00e9 compartilhada pela equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda, e que est\u00e1 narrada em: <strong>Estudando O Livro dos M\u00e9diuns<\/strong>.<strong><sup>2<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A bem da verdade, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 deles, mas a de Esp\u00edritos de escol como Emmanuel.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cQ. 369 \u00c9 aconselh\u00e1vel a evoca\u00e7\u00e3o direta de determinados Esp\u00edritos?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8212; N\u00e3o somos dos que aconselham a evoca\u00e7\u00e3o direta e pessoal, em caso algum.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Se essa evoca\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de \u00eaxito, sua exequibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Da\u00ed a necessidade de sermos espont\u00e2neos (&#8230;).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Podereis objetar que Allan Kardec se interessou pela evoca\u00e7\u00e3o direta, procedendo a realiza\u00e7\u00f5es dessa natureza, mas precisamos ponderar, no seu esfor\u00e7o, a tarefa excepcional do Codificador (&#8230;).\u201d<\/em><strong><sup>3 (p. 207)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Mas voltemos \u00e0 equipe do Projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>No cap\u00edtulo 7, eles fazem uma an\u00e1lise das reflex\u00f5es de Kardec, a respeito das vantagens e dos escolhos nas evoca\u00e7\u00f5es diretas. Relembram que o maior causador do insucesso \u00e9 a falta de compet\u00eancia e de evolu\u00e7\u00e3o moral de quem o faz. Kardec podia se dar ao luxo disso, pelo grau de eleva\u00e7\u00e3o que j\u00e1 atingira, mas quem mais possui tais credenciais? S\u00e3o muito poucos, certamente&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Ponderam que, se \u00e9 dif\u00edcil ter a certeza quanto \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito evocado, seguramente tamb\u00e9m o de quem espontaneamente vem at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto as principais restri\u00e7\u00f5es, sempre se baseando no que Allan Kardec alertou, conquanto o mestre reconhecesse a import\u00e2ncia das evoca\u00e7\u00f5es para as pesquisas em curso, a equipe lista:<strong><sup>2 (p. 77-79)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Os m\u00e9diuns s\u00e3o geralmente muito mais procurados para as evoca\u00e7\u00f5es de interesse particular, do que para comunica\u00e7\u00f5es de interesse geral;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>No item 272<\/em><strong><sup>1<\/sup><\/strong><em>, ele <\/em>[Kardec]<em> assevera que as evoca\u00e7\u00f5es frequentemente oferecem mais dificuldade aos m\u00e9diuns do que os ditados espont\u00e2neos (&#8230;);<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>No item 282<\/em><strong><sup>1<\/sup><\/strong>, <em>desaconselha os m\u00e9diuns novatos fazeram-nas, principalmente quando isolados;<\/em><\/li>\n\n\n\n<li><em>No item 277<\/em><strong><sup>1<\/sup><\/strong><em>, Allan Kardec adverte quanto a certas nuan\u00e7as importantes da quest\u00e3o, entre as quais a n\u00e3o obrigatoriedade de o Esp\u00edrito evocado vir \u00e0s reuni\u00f5es.<\/em><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Quanto a este \u00faltimo, Kardec nos aconselhou que se perguntasse aos guias espirituais se a evoca\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Ao que a equipe conclui: <em>\u201cVejam o cuidado! Ora somente os guias sabem se a evoca\u00e7\u00e3o \u00e9 conveniente, se o Esp\u00edrito pode ou quer vir, se o evocador est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de conduzir a experi\u00eancia com \u00eaxito, etc.\u201d<\/em><strong><sup>2 (p. 79)<\/sup><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, precisamos, e \u00e9 salutar faz\u00ea-lo, consultar o guia e pedir permiss\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o da evoca\u00e7\u00e3o&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Nossos leitores poderiam questionar: e as reuni\u00f5es de desobsess\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, em reuni\u00f5es s\u00e9rias, quem na verdade decide quem deve vir s\u00e3o os orientadores espirituais. De fato, mesmo que se coloquem os nomes sobre a mesa, s\u00f3 aparecem aqueles a quem a Espiritualidade permitir a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, acreditamos que este assunto esteja conclu\u00eddo. N\u00e3o \u00e9 assim, caro leitor amigo?<\/p>\n\n\n\n<p>Fiquem em paz!<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sup>1 <\/sup><\/strong>KARDEC, Allan. <strong>O Livro dos M\u00e9diuns<\/strong>.<strong> Guia dos M\u00e9diuns e dos Evocadores.<\/strong> 1. ed. S\u00e3o Paulo: Petit, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sup>2<\/sup><\/strong> Equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda. <strong>Estudando o Livro dos M\u00e9diuns<\/strong>. 1. ed. 2. reimpr. Salvador, BA: Livraria Esp\u00edrita Alvorada, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><sup>3 <\/sup><\/strong>XAVIER, Francisco C\u00e2ndido Xavier. <strong>O Consolador.<\/strong> Ditado pelo Esp\u00edrito Emmanuel. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1986.<\/p>\n\n\n\n<p>_________________________________________________________________________________________<\/p>\n\n\n\n<p>Editor e autor Esp\u00edrita, coordena o <em>Recanto de Luz \u2013 Pronto Socorro Espiritual Irm\u00e3 Scheilla<\/em>, em Ribeir\u00e3o Pires (SP). &nbsp;Site: <a href=\"http:\/\/www.irmascheilla.org.br\">www.irmascheilla.org.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editor respons\u00e1vel: Fabio Dionisi[Fabio Dionisi] fabiodionisi@terra.com.br _____________________________________________________________________ N\u00e3o faz muito tempo que um confrade nos perguntou por que as evoca\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2788,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,26],"tags":[],"class_list":["post-2786","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2786","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2786"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2786\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2787,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2786\/revisions\/2787"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2788"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2786"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2786"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoradionisi.com.br\/folhaespiritacairbarschutel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2786"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}