Amor antigo (Carlos Drummond de Andrade)

Editor responsável: Fabio Dionisi
Espaço Cultural e Poético
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br

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Ao nascermos, esperamos encontrar a nossa alma afim, o verdadeiro amor. Nossas almas vêm jubilosas com essa esperança. A morte não acaba com os nossos sonhos, apenas ficam por algum tempo adormecidos em nosso registro da alma.

A reencarnação, porta bendita para a nossa evolução, é o tempo justo de fazermos as nossas escolhas. Chegam na hora certa todos os itens importantes de nossas vidas presentes, e as escolhas estão à nossa frente, mas nós, na maioria das vezes, não escolhemos o certo, todavia o livre-arbítrio é a liberdade total para agir como quisermos com as nossas escolhas, porém nos lembremos de que o plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.

O amor verdadeiro está dentro de nossas almas, para sermos melhores e felizes, longe do amor paixão, doentio, inseguro, de posse, repleto de ciúme.

A confiança e a gratidão envolvem os nossos corações e, mesmo que o tempo e o amor durem pouco, as benesses virão a nos reconfortar.

Muitos deixaram suas histórias aqui em nosso planeta Terra, onde viveram um sublime amor.

Públio Lentulus e Livia (Há dois mil anos)

Francisco e Clara (Irmão Sol e Irmã Lua)

Irmã de Castro Rocha e Arnaldo  (Meimei)

E tantos outros mais.

Nosso poeta de hoje é o nosso querido  e sempre lembrado Carlos Drummond de Andrade, premiadíssimo em sua literatura (1902–1987 ). 

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Amor antigo

O AMOR ANTIGO VIVE DE SI MESMO,

Não de cultivo alheio ou de presença.

Nada exige nem pede, nada espera,

Mas do destino vão nega a presença.

O amor antigo tem raízes fundas,

Feitas de sofrimento e de beleza

Por aquelas mergulha no infinito,

E por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona,

Aquilo que foi grande e deslumbrante,

O antigo amor nunca fenece

E a cada dia surge mais amante.

Mais ardente mais pobre de esperança

Mais triste? Não. Ele venceu a dor,

E resplandece no seu anto obscuro,

Tanto mais velho, quanto mais amor.

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  Colaboração de RICARDO ONDIR

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