Mãe (Mario Quintana)

Editor responsável: Fabio Dionisi

Espaço Cultural e Poético
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br

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Falar de Mario Quintana (1905–1993) é mexer com as nossas emoções, as que tanto encontramos ao ler uma obra dele.

Mestre nas palavras, faz parte dos grandes nomes da poesia brasileira.

Homem simples, dedicou a sua vida às Letras, mantendo uma cultura geral, pois, como jornalista e poeta, fazia parte de seu dia. Do cotidiano, tirava motivação para encontrar inspiração e criar frases lindas que nos encantam até hoje. Era um homem feliz, não tinha ambições materiais.

Começou a trabalhar como tradutor e foi jornalista, dividindo seu tempo com a poesia e a notícia. Em maio de 1940, publicou o seu primeiro livro de sonetos.

Ganhou vários prêmios pelas suas obras literárias e, nos recitais, seu trabalho poético sempre está e estará presente.

Mario Quintana nunca esteve financeiramente bem, como todos os poetas, viveu seu sonho maior, que era narrar a vida e suas belezas existentes. Vários amigos colaboraram com ele no fim de sua vida terrena.

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         MÃE

A desse nome bendito:

Três letrinhas e nada mais…

E nela cabe o infinito

E palavra tão pequena

Confessam mesmo os ateus

É do tamanho do céu

É apenas menos que Deus!

Para louvar a nossa mãe.

Todo bem que se disser

Nunca há de ser tão grande

Como o bem que ela nos quer.

Palavra tão pequenina

Nem abre os lábios meus

Que é do tamanho do céu

Apenas menor que Deus!

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(Revisor Ricardo Ondir)

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