Casimiro da Cunha
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br
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Casimiro da Cunha, poeta fluminense da cidade serrana do Rio de Janeiro, nasceu em 14 de abril de1880 e faleceu em 1914.
De uma família muito pobre, ficou órfão de pai aos 7 anos de idade, frequentou apenas o curso primário. Espírita convicto, aos 14 anos, tornou-se cego de um olho, devido a um acidente; foi um dos fundadores do centro espírita Bezerra de Menezes, em Vassoura.
Casimiro da Cunha deixou muitos livros e poesias escritas pelo Chico Xavier em prol da doutrina espírita, nos incentivando ao bem e ao trabalho mediúnico.
Espírito de alta sabedoria, a quem devemos a nossa eterna gratidão.
Este mês em que comemoramos o Natal, a poesia e Casimiro da Cunha vem nos lembrar, nesta época tão especial para todos nós, que Jesus está presente em todos os lares, dos casebres aos palácios, estará nos abençoando. Os tristes e os alegres, enfim, todos nós, os filhos de Deus, receberemos suas bençãos.
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Bilhete de Natal
Meu amigo. Não te esqueças.
No Natal do Senhor,
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do amor.
Reparte os bens que puderes
As luzes da devoção.
Vestes os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.
Mas não te esqueças de ti,
No banquete de Jesus:
Seque-lhe no exemplo divino
De paz de verdade e de luz.
Toma um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.
Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.
Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem
Deus é a suprema justiça.
Não deves julgar ninguém
Espera bens neste mundo?
Acalma o teu coração
Às vezes, ao fim da estrada,
Há fel e desilusão.
Não tiveste recompensa?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor:
Queres esmolas do céu?
Não te fartes de saber teus,
Que o senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.
Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.
Natal! Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu…
Aconchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do Céu.
Mas, ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor:
Vê se já tens humildade,
A seiva eterna do amor.
Feliz Natal!
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(Casimiro da Cunha, pelo médium Chico Xavier – Livro Antologia de Natal)
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(Colaboração de Ricardo Ondir)

