Sobre os missionários de tempos e mundos sem fronteiras – Contextualização da Oração de São Francisco de Assis
[Prof. Chiquinho] eraaquario@hotmail.com
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SENHOR, nosso Deus, criador de todas as coisas e espécies de vida no planeta Terra, vivemos alienados por um sistema global, desenhado e construído por semelhantes nossos, cujos egos inflados pela ganância do lucro, excluem os menos favorecidos de todas as formas do bem comum.
FAZEI DE MIM UM INSTRUMENTO DA SUA PAZ: que os nossos semelhantes sejam verdadeiros exemplos do bem e, como seus filhos, elevem seu santo nome à imensidão da sua bondade e que O reconheçam como onipotente, onipresente, onisciente e onividente, sempre assim, a presença permanente no clarão da mais pura luz, em todo o Universo.
ONDE HOUVER ÓDIO, que seus filhos levem o amor e a sabedoria da Sua benevolência infinita a todas as comunidades do espaço civilizatório do ser humano, sob os cuidados da paz, geridos pelas regras do perdão para que, sempre que preciso for, perdoem-se, sem guardarem para si mesmos os fardos pesados da mágoa e do ódio, que tanto emperram seu progresso espiritual.
ONDE HOUVER OFENSA, que seus filhos levem, não só o perdão, mas também a fórmula infalível da humildade com racionalidade aos governantes do planeta, a fim de que percebam, com clareza, todos os estragos oriundos de sua arrogância enquanto figuras do poder, onde, embora desempenhem tarefas, muitas vezes, não as fazem com a real consciência de que são instrumentos poderosos, influindo para o bem ou para o mal.
ONDE HOUVER DISCÓRDIA, diante de tantas rupturas, frutos do jogo sórdido do propósito de divisão, desprovido de justiça e alimentado pela ignorância (porque assim é melhor para o sistema), que seus filhos façam prevalecer o senso crítico, para que assim haja o consenso social, devidamente amparado pela equidade entre todas as comunidades terrenas, com inteiro teor de racionalidade e responsabilidade.
ONDE HOUVER DÚVIDA, que seus filhos repitam, como em um mantra, as palavras de fé e justiça deixadas por nosso senhor Jesus Cristo, o ícone de todas as verdades, e faça com que haja certeza de vida plena e compartilhada para o bem, e não mais essa forma de horror, denominada “crise humanitária”, que se espalha, sem precedentes, pelo planeta, resultado da mais alta e amarga dose de um modelo civilizatório corrompido e ultrapassado.
ONDE HOUVER ERRO, que seus filhos evoluam na racionalidade e não permitam que a mentira perpetue a mentira entre os indivíduos das castas empobrecidas; que os equívocos não sejam reincidentes nos programas dos governantes, isso tem nas trazido grandes tempestades, decepções, misérias com efeitos devastadores para a maioria das populações. Que o descaso político, converta-se em bem-comum!
ONDE HOUVER DESESPERO, que seus filhos interrompam a ascensão da desesperança, que cresce em todo o planeta, e que cesse de maneira racional a obviedade promulgada em avaliações políticas, sobre o propósito do empobrecimento das pessoas, regadas pelas premissas do lucro.
ONDE HOUVER TRISTEZA, que seus filhos não permitam a falta do pão de cada dia, símbolo de renovação da vida na alegria, e que não permitam o crescente endividamento das famílias, como plano macabro de governança, em prol da vaidade financeira de poderosos. É dessa forma que vive a maioria das populações no planeta, desprovidas de poder aquisitivo, visto não terem como adquirir aquilo que necessitam para suprir suas necessidades básicas. Que consigamos mudar a regra desse jogo, do qual não conseguimos participar. Nessa arena predatória do sistema, dificilmente sairemos vitoriosos, já que para conseguirmos o que realmente irá nos oferecer uma vida material digna, estaremos sempre e para sempre endividados.
ONDE HOUVER TREVAS, que seus filhos, unidos à comunidade política, introvertam-se na luz da sabedoria e renovem o Contrato Social da Humanidade, em detrimento aos Planos Programáticos da Política, já tão desgastados pelo tempo e sem significado positivo para os menos favorecidos. E que não permitam a escuridão da submissão aos salários e trabalhos de mão-de-obra escrava, que hoje já se tornaram fatos consolidados, sem tendência de retorno.
Ó MESTRE, consola teus filhos praguejados por seus semelhantes, dando-lhes a noção de suas faltas cometidas pelo abuso do poder que desperdiça vidas. Ajuda-os a despertar, visto que se nutrem somente de seus próprios desejos e extravagâncias, sob o signo da maldade, quando, na verdade, deveriam representar o bem, distribuindo o que é produzido de forma equivalente às necessidades de cada uma das famílias empobrecidas, que não são poucas! Que possam enxergar toda a tragédia da irresponsabilidade da falta de humanidade do próprio ser humano.
FAZ COM QUE EU PROCURE MAIS…
CONSOLAR as vidas excluídas e deterioradas pelo jogo especulativo de um plano econômico onde tudo é permitido, condenando seres humanos à uma escravidão totalitária de salários e trabalhos, porque é exatamente isso que estamos vivendo e assistindo há muito tempo: a diluição do poder aquisitivo das famílias.
COMPREENDER, a incompreensão dos nossos semelhantes. Muitas vezes, efeito de decisões coercitivas, que levam as pessoas de uma vida material relativamente equilibrada para uma situação financeira no limite da sobrevivência. Vendo o salário dissolvido antes que termine o mês, ou seja, a falta de sustentabilidade do poder aquisitivo esperado; tem-se a substituição de salários ínfimos, pela pobreza. Que possamos aguardar com positiva ansiedade as tarefas propositivas da Agenda 2030, mesmo cientes das dificuldades em se chegar a um consenso sobre ela. Diante de tantas crises humanitárias se aprofundando, pessoalmente, não vejo com olhos de esperança o fim da fome e da desigualdade social no mundo. A falta de empenho e disposição dos
governantes, sem dúvidas, formam o grande “nó” no caminho dos 17 pontos dessa Agenda, todos com propositivos de sustentabilidade.
AMAR a Deus sob todas as coisas e ao emprego como base fundamental da sobrevivência, até onde for possível, pois não podemos deixar de ter esperança, mesmo sabendo estar ela obscurecida pelo jogo especulativo do desemprego.
POIS É DANDO QUE SE RECEBE. Há um esforço dos seres humanos em trabalhar. Atualmente, trabalha-se três vezes mais do que a tempos atrás, somente para a sobrevivência, em sua forma mais simples, trabalhando todos os dias e cumprindo os deveres dos encargos pesados. Em contrapartida, os salários não oferecem o bem-estar e da dignidade permanentemente esperados pelos cidadãos e cidadãs.
É PERDOANDO QUE SE É PERDOADO, não há como não perdoar. Estaremos infringindo nossa racionalidade, benção divina que nos é dada, mesmo sabendo Ele das imperfeições de seus filhos, semelhantes em espécie, somos todos criaturas consagradas à bondade Dele. Portanto, procuremos perdoar, honrando a lealdade do criador, lembrando que todos ainda estamos sujeitos a erros.
E É MORRENDO QUE SE VIVE PARA SEMPRE. Acreditamos na pura certeza da morte, como temos a impressão que estamos caminhando rumo ao abismo pela coerção do sistema predatório financeiro, que apressa essa caminhada de maneira sorrateira e totalitária. Esse movimento perverso irá dizimar grande parte da população planetária, da forma mais legalizada possível. Certamente, após tal destruição, será construída uma nova sociedade, ainda mais submissa, posto que, dentro do sistema, todos são descartados, uma vez não terem mais utilidade. Não é essa a vida eterna prometida por Deus, criador de todas as coisas. Enquanto os nossos semelhantes que ocupam os altos escalões do poder estabelecerem em seus planejamentos o apenas “MORRER, estando vivo”, sem nenhuma perspectiva de vida material consolidada, teremos apenas o protagonismo de um império da vaidade e não a tão sonhada VIDA ABUNDANTE PARA TODOS!
AMÉM! É o que desejamos, como filhos de Deus todo-poderoso, porque esse é o verdadeiro poder – nutrir e proteger a VIDA. Enganam-se os seres humanos em suas ações, pensam e agem de maneira controversa, pois tudo é passageiro: como o tempo, que passa e carrega consigo as impurezas da imperfeição, da fragilidade e do inconsciente coletivo pequenino que ainda somos diante do universo. Tudo não passa de uma grande ilusão; e assim, seguimos pelos caminhos da vida como criaturas desobedientes, pensando ser o que não somos e despreocupados do que encontraremos no futuro, sem nunca nos prepararmos efetivamente para MORRER. Que assim seja (e assim será!), se continuarmos impactando a VIDA como se fossemos os donos do poder absoluto. Pois é… tudo insolência e AUTOENGANO!
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Prof. Chiquinho
Ribeirão Pires, SP
Junho/2024

