Luís de Camões
[Nelli Célia] nellicelia@yahoo.com.br
Luís de Camões (Luís Vaz de Camões: 1524/1580), é conhecido como o maior escritor do período clássico da língua portuguesa. Autor do poema épico: “Os Lusíadas”.
Camões é considerado um dos maiores representante da literatura mundial.
Diversos foram seus poemas, sempre retratando o amor e a vida da época em que vivia. Ainda muito jovem interessou-se pela literatura, iniciando sua carreira literária, na corte de João III. Dizem que era indisciplinado e que teve uma vida boemia. Foi soldado, quando perdeu a vista direita em batalha.
Aos 20 anos, teve uma paixão ardente por D. Catarina de Ataíde. Amor este que mais tarde imortalizou em seu poema.
Em 1549, Luís de Camões retorna a Lisboa e se entrega a uma vida desregrada; é preso, nesta época, inspirado nas conquistas ultramarinas, foi quando escreve seus primeiros cantos da imortal poesia épica: Os Lusíadas. Tantas outras surgiram em sua carreira literária, tornando-o o maior porta-voz da língua portuguesa e um dos maiores escritores do mundo.
É muito difícil esquecer poesias de Camões. Entre tantos poemas, vamos citar estes trechos: “― Sete anos de pastor, Jacob servia, Labão pai de Raquel, serrana bela” …. ou “― Alma minha gentil, que te partiste/ Tão cedo desta vida descontente…” e tanta outras joias da poesia que nos envolvem o coração em cada versos que lemos.
O amor é o sentimento que um dia nos levará de volta ao Criador, é uma das asas que precisaremos adquirir, ainda estamos longe de senti-lo em sua plenitude. Lembro agora de uns versos, não sei de que música é: “― …em cada flor o amor em cada amor o bem e o bem do amor faz bem ao coração…”. O amor sempre nos fará bem, pois quando amamos, achamos a vida cor de rosa e a alegria é companheira constante. Esse clima deveria ser presente em nossa caminhada evolutiva ( Do átomo ao arcanjo).
Voltemos a Luís de Camões, neste poema que escolhi para este mês, Camões define o amor, ou melhor, fala que o amor não se define, mas se sente, vamos nos deliciar com estes versos.
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que destina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode o seu favor;
Nos corações humanos, amizade;
Se tão contrário a si é o mesmo amor?


Gostei imensamente do artigo e o poema escolhido, ahhhh… O que mais se pode dizer sobre esse, é lindo demais!
Grata Nelli Célia!